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00/00/0000 Mico! Ipea corrige pesquisa sobre abuso contra mulheres
Reprodução Facebook
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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta sexta-feira, 4, que houve um erro na pesquisa divulgada no dia 27 de março que revelava que 65% das pessoas afirmavam que mulheres com roupas curtas merecem ser estupradas.

Na verdade, 26% dos entrevistados concordavam com essa afirmação e 70% discordavam total ou parcialmente da frase. A nota do Ipea diz: \"Relatamos equivocadamente, na semana passada, resultados extremos para a concordância com a segunda frase, que, justamente por seu valor inesperado, recebeu maior destaque nos meios de comunicação e motivou amplas manifestações e debates na sociedade ao longo dos últimos dias.\"

E continua: \"Contudo, os demais resultados se mantêm, como a concordância de 58,5% dos entrevistados com a ideia de que se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros.\"

O diretor responsável pela área de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Rafael Guerreiro Osório, segundo a nota, pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado.

Repercussão. O resultado divulgado na semana passada gerou polêmicas nas redes sociais. A jornalista Nana Queiroz, de 28 anos, criou o movimento #EuNãoMereçoSerEstuprada em que mulheres de todo o País postaram fotos em que empunhavam cartazes que repudiavam agressões.

\"Mesmo assim, 26% ainda é um número muito alto. A nossa campanha continua\", afirmou Nana, que estava em reunião com a Polícia Federal e foi informada pelo Estado sobre o erro na pesquisa.

Fonte: Estadão 

 

 

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