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28/03/2017 Jude Alves Nada de Circo, aqui é ‘Pão e Chico’
Redação

A transposição das águas do Rio São Francisco trouxe para as regiões abastecidas, além dos polêmicos benefícios tão repetidamente citados na mídia nacional, uma situação que já era de se esperar: os banhos irregulares no local. Irregulares, no sentido de proibido mesmo! Já que a população parece não ter sido alertada dos perigos que estão correndo por utilizarem uma área imprópria.

Os riscos vão desde quedas á afogamentos causados pelo desconhecimento do desnível nos rios. Em Monteiro, por exemplo, cidade paraibana que faz parte do plano de transposição, só há uma placa durante toda extensão do projeto que sinaliza perigo de queda, mas nenhuma que alerte sobre as áreas mais perigosas.

Mas toda essa situação ainda é bastante ignorada, principalmente pelos políticos que visitam a região e que fazem questão de entrar nos reservatórios, reforçando ainda mais a ideia de que o banho não tem “prejuízo” e que aquela estrutura pode sim ser utilizada para diversão. Podendo transformar o que era um momento de lazer em uma verdadeira tragédia!

O Ministério de Integração Nacional reforçou ainda a possibilidade da formação de redemoinhos que possam eventualmente puxar os banhistas para o fundo do rio, e que de acordo com o órgão, essa estrutura pode variar entre 10 e 69 metros de profundidade. Além disso, é importante ressaltar os perigos de contaminação da água, devido ao lixo ou alimentos deixados pelos banhistas. Eles reforçaram ainda que uma campanha publicitária está em andamento para alertar os moradores sobre o perigo dessa prática.

Mas e aí, depois de tudo isso, qual era mesmo a finalidade da transposição?

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