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25/03/2017 Redação O poder da Geração MIMIMI Como florescemos na era da informação, individualismo, busca e contestação
Redação

Dizem que a geração Z é a do MIMIMI, e, dizendo isso por aí, de uma maneira ou outra jogam pra baixo a geração contemporânea. Normal. Desde a Baby Boomer até a atual, uma geração vem apontando as falhas da outra, trazendo para a discussão aquela máxima de “ah, no meu tempo era muito melhor”. Sou geração Y, por pouco, mas farei juz à geração que vem depois da minha:

Vamos deixar claro as classificações, assim: Baby boomer, X, Y e Z, sendo a primeira do pós-guerra, a X, anos 60 e 70, a Y, anos 80 e 90 a Z até a atualidade (considerando que uma nova geração vem aí a qualquer momento, isso depende de quanto o mundo se moderniza e se altera).

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Quase todos os artigos que lemos sobre a geração z, a última, a apontam e definem como solitários, egoístas, desmerecedores dos valores tradicionais e outra chuva de “defeitos”. Primeiro ponto: Os articulistas vêm de outras gerações, e um traço forte de uma geração é não reconhecer o valor da outra, como disse no início do texto. Segundo ponto: os “defeitos” que conhecemos em outras datas, se tornam qualidades em tempos diferentes.

Geração mimimi, sim!

O fato é que o jovem é desmerecido, nivelado por baixo, reconhecido como aquele que não lê textos longos, que não tem boa memória, que não permanece no emprego. Mas vejo essa geração como aquela que pode escolher o que lê, o que interessa.

Não têm boa memória, pois contam com recursos tecnológicos para memorizar em seu lugar e não permanece no emprego, pois estão sempre a procura de algo melhor. A nova geração é desvalorizada, e estamos presos demais aos nossos hábitos de vida e profissionais para reconhecermos novos valores comportamentais.

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O “jovem chato”, “cheio de mimimi” de hoje, é aquele que questiona tudo sim, discorda do que vê, e, sobretudo, aquele que fala: o que quer, onde quer, por razão ou sem razão.

E olha quanta beleza existe nisso! Nunca houve em nenhuma das gerações passadas.

As gerações anteriores devem saber e aceitar que a nova geração está focada em si mesmo, e, focando-se neles mesmos, conseguem enxergar as diferenças que existem entre si e o outro, e as suas diferenças interiores.

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Nós ainda vemos isso como desvantagem, enquanto há possibilidades infinitas de traços positivos que eles trarão ao mundo, no sentido de se envolver apenas com suas próprias curiosidades e interesses. São a geração da personalização de tudo, da compreensão do mundo através de sua própria visão.

Estamos nos tempos do envolvimento em todos os movimentos criados anteriormente e que não ganharam a força que podiam ou pretendiam, como a consciência racial, social, de gênero. Tempo de estranhamento político, de busca pela aceitação em todos os níveis.

São essas pessoas que questionam a educação, as formas de entretenimento, o mundo, o seu lugar nele. É a geração que tem informação pulverizada sobre todas as coisas e, sabendo disso, pode escolher o que quer. São aqueles que baixam o que querem, e deletam o que não interessa. Essa é a geração da busca, e seria injustiça não reconhecer as qualidades que ela tem.

 

Via: Geekness

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