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22/08/2016 Jude Alves O “tão bem projetado” Parque da Lagoa

Quando você é destinado a projetar um espaço público, várias questões precisam ser abordadas e incluídas. É difícil pensar que uma obra como o novo Parque da Lagoa em João Pessoa, que teve quase dois anos de duração e valor médio de investimento de R$37 milhões,  não tenham sido abarcadas princípios básicos de inclusão social .

 A estudante de Designer de Interiores, Valleska Keity, ao passear nas novas instalações do Parque, presenciou uma experiência fracassada de uma mãe ao tentar colocar seu filho paraplégico de forma segura em um dos balanços instalados do local. Foram várias tentativas frustradas de uma senhora que queria apenas ver seu filho se divertindo e usufruindo de um direito que é dele. Considerado pela Constituição Federal como um Direito Social, o lazer deve incluir a todos, atendendo também ao princípio de Isonomia da Constituição, onde todos são iguais perante a lei.

A situação se agrava ainda mais quando analisamos o espaço pessoense no geral e percebemos que a falta de inclusão para crianças com necessidades especiais perpassa por todos os outros espaços públicos da Capital. E avaliando de forma particular a obra no Parque Lagoa, fica o questionamento de uma intervenção tão grandiosa e de um gasto milionário nos cofres públicos que não vem atender princípios básicos de integração social. 

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