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00/00/0000 Pterossauro que viveu há 111 milhões de anos é descoberto no Ceará
 A professora Juliana Sayão apresenta a nova espécie, que viveu há 111 milhões de anos (Everson Verdião Esp. DP/ D.A. Press)
A professora Juliana Sayão apresenta a nova espécie, que viveu há 111 milhões de anos (Everson Verdião Esp. DP/ D.A. Press)

Uma espécie inédita de pterossauro, réptil voador que viveu no mesmo período dos dinossauros, foi encontrada no Sítio São Gonçalo, em Santana do Cariri (CE), a 500km de Fortaleza. O fóssil da espécie, batizada de Maaradactylus kellneri e que viveu há 111 milhões de anos, foi achado por trabalhadores rurais que plantavam milho no local. O resultado da pesquisa confirma a relevância do Nordeste na paleontologia. O achado também reafirma o valor da Bacia Sedimentar do Araripe, no sul do estado, considerada um dos cinco depósitos mais importantes de pterossauros do mundo. Desde a década de 1970, 23 outras espécies foram encontradas na mesma área. A descoberta foi publicada na edição mensal da revista da revista científica neozelandesa Zootaxa.

Durante quatro anos, pesquisadores das universidades Federal de Pernambuco (UFPE), Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Regional do Cariri (Urca) fizeram estudos no Centro Acadêmico de Vitória (CAV), na Região Metropolitana do Recife. O fóssil do animal mantinha a cabeça quase completa, sem mandíbula e com duas vértebras do pescoço. Entre as características singulares à espécie, está a presença de uma grande crista e de dentes finos à frente do crânio, o que permitia ao animal romper a superfície da água para pegar peixes. Os estudos para identificação da espécie foram iniciados em 2011, sendo tema da dissertação de mestrado de Renan Bantim pela UFPE. O fóssil foi comparado a outras 46 espécies que estão no Museu Nacional de Paleontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Comparamos com todos os pterossauros que são conhecidos no mundo. Ele não tinha característica de nenhuma das espécies”, conta a professora de Paleontologia do CAV Juliana Sayão, que também faz parte do Programa de Pós-Graduação em Geociências do Centro de Tecnologia e Geociências da UFPE.

Álamo Saraiva, professor de paleontologia da Urca, ressaltou que descobertas como essas podem ajudar a compreender o presente. “A partir do conhecimento que vamos tendo, podemos entender algumas coisas que estão acontecendo hoje relacionadas às mudanças climáticas e ao aquecimento global, por exemplo. A paleontologia estuda o passado, baseado no presente, para que a gente possa se programar para um futuro”, explicou Saraiva.

Agora, os pesquisadores pretendem analisar a idade do animal. “É mais uma espécie na região do Araripe. São, no total, 24. Como temos muitas aves atualmente, provavelmente os pterossauros eram representantes das aves naquela época”, observou autor da dissertação, Renan Bandim. Também participa do estudo Gustavo Oliveira, do Departamento de Biologia da UFRPE. Em dezembro, o fóssil e uma reprodução feita durante a pesquisa passarão a compor o acervo permanente do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri/Urca.

Fonte: Correio Braziliense 

 

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