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19/03/2018 Redação Semina promoveu shows e homenagens no fim de semana no DF Seminário reuniu cerca de mil pessoas no Foyer do Teatro Nacional
Redação
Redação

O Seminário Equidade de Gênero nas Profissões da Cultura – Semina movimentou o Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro neste final de semana.

 

No sábado (17) o Semina Acústica levou cerca de mil pessoas para assistir aos shows de Consuelo, Luedji Luna e Ellen Oléria. A feira de mulheres empreendedoras também mobilizou o público, que consumiu artesanato, moda, zines e outros produtos produzidos por mulheres.

 

Claudia Daibert, vocalista da banda brasiliense Consuelo, primeira a se apresentar, revelou a alegria de estar no evento. Por trabalhar também com cinema, afirma que equidade não é uma questão apenas salarial: é preciso uma mudança de postura em relação às mulheres nas profissões da cultura, e a Política ajuda nesse sentido.

 

“Com a política, vira lei. É um avanço. Espero que tenha respeito e olhem pra gente com outros olhos. A gente já está há muito tempo chegando, mas agora vamos chegar ainda mais forte, com menos medo”, disse. “Vida longa ao Semina, que aconteça por quantos anos mais forem necessários, até que não seja mais necessário, né? Até que a gente diga: Rolou, chegamos lá!”, completou.

 

A baiana Luedji Luna emocionou a todos e todas presentes, tanto com suas músicas quanto com suas palavras a respeito do assassinato da vereadora Marielle Franco. Pela terceira vez se apresentando em Brasília, mas pela primeira vez com seu novo trabalho (Um corpo no mundo), afirmou estar muito feliz por estar num evento com Ellen Oléria, pois a brasiliense é uma referência de “cantora e compositora negra de sucesso”. “Ela foi um impulso para que eu tomasse coragem, com 25 anos a seguir essa carreira”, relembrou, destacando a importância do trabalho autoral entre mulheres.

 

Luedji gravou uma poesia e uma música de Tatiana Nascimento, poetisa, compositora e escritora de Brasília, com quem realizou a primeira edição do Palavra Preta em Salvador-BA, a segunda no Festival da Mulher Afro Latino-Americana e Caribenha, na Capital Federal, e a terceira no dia 18 também no Foyer. “É muito simbólico estar aqui. Eu dialogo muito com as mulheres pretas dessa terra, elas influenciaram muito a minha carreira e influenciam ainda. Estou feliz. Nesse momento de muita tristeza, de luto, estar perto das nossas é… pra curar mesmo”, explicou.

 

Ellen Oléria também homenageou a vereadora carioca, destacando que estar no Semina nesta noite é importante para lembrar ao mundo a contribuição da população negra para a cena cultural da atualidade: “Cantar aqui hoje, encontrar a nossa gente, é rememorar a importância do nosso fortalecimento, rememorar que a nossa a presença afro-diaspórica é o que alimenta o ocidente inteiro, nas Américas e no Caribe; que nós somos filhas da glória de um povo lindo, resistente, que se manteve vivo numa conexão de amor”.

 

“Tocar num seminário que está falando da valorização dos nossos corpos diante dessa capitalização que diz que a gente sempre vale menos é lembrar que a gente é muito mais diversa, e que a mulher preta é pilar fundamental que mantem a nossa sociedade em pé. Sem a nossa força de trabalho, nossa força de criação, nossa atuação, a gente ia sucumbir”, complementou.

 

Feira Semina

 

Expondo no Teatro Nacional ao longo de todo o final de semana, as empreendedoras que participaram da Feira comemoraram o sucesso das vendas. Ialê Garcia, proprietária e afro-designer da marca Yalodê Moda Étnica estava satisfeita com as vendas e afirmou que o Semina é uma iniciativa única. “É algo inovador. Nunca tivemos uma gestão que fizesse esse recorte de gênero e raça na cultura. O Semina é uma iniciativa única que dá voz e visibilidade para as mulheres na área da moda, design”, disse.

 

Layla de Lima, idealizadora do Coletivo Odarafro, que reúne brechó, tranças e penteados afro e o tabuleiro de acarajé, demonstrou a felicidade de expor no Semina: “Estar num evento como este é uma visibilidade para o coletivo. Não é só lucro. Se não tivesse vendido nada ainda estaria feliz por estar expondo aqui. Ainda mais nós, mulheres negras, ralando neste espaço com nossos produtos, nossa arte.”

 

O público também estava satisfeito com a atividade, que poderá servir de inspiração para iniciativas parecidas em outro estado. Maria Clara Camarotti, de Recife(PE) ficou “encantada” com o Semina. Trabalhando com teatro e dança e já tendo sido gestora cultural, afirmou que “nunca tinha ouvido falar de uma iniciativa assim na área cultural”. “Uma proposta que inclui as mulheres nesse contexto, como protagonistas, na verdade, reconhecendo esse protagonismo que sempre foi delas, me deixa muito feliz. É bom para pensar algo assim pro meu Estado”, declarou.

 

A artista Jéssica Laranja participou da oficina de discotecagem no ano passado, e este ano veio prestigiar os shows. “É uma iniciativa válida não apenas na Cultura, mas em todas as profissões”, disse, lembrando que é um excelente oportunidade de conhecer também mulheres que se destacam em suas respectivas áreas na cidade.

 

Palavra Preta

 

O sarau musical Palavra Preta trouxe poesia e mais música para o Foyer do Teatro Nacional no final da tarde e início da noite do domingo (18). A artista Luedji Luna juntou-se mais uma vez a Tatiana Nascimento para a abertura da atividade, marcada por novos protestos em memória de Marielle Franco. Apresentado por Kika Sena, a atividade entrou a noite com a performance Resiliência, de Mel Gonçalves, e as apresentações de Cleudes Pessoa e Prethais na poesia e Rosa Luz e Sam Defor na música.

 

Po: Cultura DF

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