Esporte Paralimpíada
13/10/2016 Redação Pepper Superação e emoção deram o tom

A Pararalimpíada teve início com uma polêmica: nenhuma rede aberta de televisão transmitiu a cerimônia de abertura. A belíssima festa teve como ponto alto o momento em que a modelo e atleta bi amputada, Amy Purdy, dançou e sambou com um robô, numa coreografia bela e moderna. Na internet, as pessoas expressaram sua revolta. Somente depois das reclamações as emissoras passaram a realizar uma boa cobertura dos jogos. O público acompanhou em peso. Foram mais de 2 milhões de ingressos vendidos, número maior do que em Pequim 2008, público menor apenas do que Londres 2012. Vale ressaltar que os dois finais de semana tiveram ingressos esgotados, e, ao contrário dos jogos Olímpicos, a cidade do Rio de Janeiro não decretou nenhum feriado, o que impossibilitou muitos cariocas de acompanharem os jogos durante os dias úteis.

O Brasil conseguiu estabelecer um novo recorde de medalhas, com 72 no total, sendo 14 de ouro. Contudo, o desempenho ficou aquém do esperado pelo Comitê Paralímpico, que previa a 5ª colocação geral. O país acabou na 8ª posição no quadro de medalhas. O Atletismo foi o grande destaque, responsável por mais de 30% do total de medalhas.

 

O maior atleta brasileiro paraolímpico de todos os tempos, Daniel Dias, fez o público lotar a arena da natação e não decepcionou, ele ganhou nada menos do que quatro ouros, três pratas e dois bronzes. O incrível nadador chegou à marca de 24 medalhas paralímpicas na carreira. Para a nossa sorte, Daniel disse que já está focado em representar o Brasil em Tóquio 2020. Que venham mais medalhas!

No judô para cegos, o destaque ficou com o grande campeão Antônio Tenório, o peso-pesado conquistou o tetracampeonato. A superioridade de Tenório pode ser comparada à do gigante francês Teddy Riner. Alguns atletas não conseguiram o desempenho esperado, como Terezinha Guilhermina, que acabou sendo eliminada por queimar uma largada na prova dos 200 metros e Alan Fontelles, o recordista mundial, estava visivelmente fora de forma e não conseguiu competir bem.

A última semana de competições ficou marcado por uma fatalidade, o ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad faleceu após uma queda durante o percurso do ciclismo de estrada. O atleta foi homenageado por todos durante a cerimônia de encerramento da competição.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO
TAGS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS