Gastronomia Receitas do Mês
00/00/0000 Tendência: Sofisticação dos peticos nos butecos
Divulgação: Google
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“Garçom, desce um chope e uma porção de fritas!”. A frase, entreouvida nos botequins de outrora, vem ganhando novos contornos nos bares. Agora, nos grandes centros gastronômicos, é comum ouvir variações como “Garçom, traz aquele ceviche de polvo no capricho” ou “Amigo, vê um espetinho de presunto parma com muçarela de búfala”.

Não se trata de “gourmetizar” a comida de boteco – famosa por sua informalidade e despretensão –, mas de mostrar que é possível, sim, ampliar o cardápio com ingredientes da chamada alta gastronomia, inovando também na maneira de servir. Dicas valiosas também para quem gosta de receber os amigos em casa para um happy hour descontraí­do, mas sem cair na mesmice.

O Chef Mauro Dias conta que há dez anos as opções não iam muito além dos bolinhos de bacalhau, tábuas de frios e iscas de carne no palitinho. “A carne de onça, que hoje é servida em quase todos os bares, antes era restrita a casas tradicionais de comida alemã”, lembra.

Rodger Weiss, outro chefe de cozinha, acredita que a culinária de bar mudou bastante na capital paranaense nos últimos anos. “Com a abertura de cozinhas voltadas para um pensamento mais moderno e complexo, passou a existir um espaço maior para experimentação. Além disso, hoje há uma preocupação enorme com a saúde e o preparo dos alimentos. Não se usa mais gordura indiscriminadamente. Tudo isso força os chefs a criarem opções saudáveis, interessantes e originais”, avalia.

Bruschetta à espanhola

Uma das tendências recentes da comida de bar da cidade de Curitiba é a culinária espanhola, sobretudo da região da Catalunha. Um exemplo são os montaditos, clássico petisco que lembra uma bruschetta italiana. O chef Jair Neto destaca a praticidade e versatilidade do acepipe. “Você pode fazer montaditos com o que tiver em casa. Na Espanha, os mais comuns são de presunto cru (jamón) ou simplesmente com tomate esfregado no pão, mas as combinações são livres e infinitas”, diz. Para o Bom Gourmet, ele preparou quatro tipos, disponíveis no cardápio de seu restaurante: de queijo brie com geleia de damasco, de pasta de tomate com jamón pata negra, de lombo suíno com queijo manchego, pimentão vermelho escalivado e ovo de codorna, e de berinjela, queijo gruyere, abobrinha, jamón e cebola caramelizada.

Jair Neto explica que basta tostar a baguete fatiada por dois minutos em forno a 150º C, preferencialmente sobre uma grade, para não queimar a parte inferior. “O pão deve ficar levemente crocante por fora e macio em seu interior”, ensina.

Fonte: ClicFolha 

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