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27/05/2017 Redação Trabalhos manuais retomam tradições e estimulam lado emocional

Ter um casa um objeto útil e feito à mão é uma tendência que tem se intensificado. Para isso, um caminho é aprender a produzir itens, numa prática que evoca tradições e desperta emoções. A publicitária Ana Cecília Basílio se viu rodeada de mulheres talentosas e resolveu aprender algumas técnicas de handmade. “Minha família materna tem muito talento com atividades manuais, minha avó borda, minhas irmãs dela bordam, pintam e desenham”, conta.

Na busca de aprendizado, ela conheceu a Pupila Experiências Criativas, que promove, em Brasília, cursos rápidos como crochê, encadernação, escrita a giz, hortas caseiras, bordado e arranjos florais. A empresa busca uma retomada de antigos costumes, segundo a empreendedora Vanessa Navarro. “Resgatar uma tradição surge de um gatilho na maioria da vezes emocional. Uma vontade de se conectar à um sentimento perdido ou uma conexão com uma sensação acolhedora. Paralelamente, a tradição nos leva à uma forma de produção e de consumo de um outro tempo, quando matéria-prima e tempo eram raros”, analisa.

De olho na busca do público pela produção manual, ela criou em 2016, a empresa com os sócios Fabiano Figueiredo e Janaina Coe. Desde então, 400 alunos já se inscreveram para os workshops criados, que geralmente duram um ou dois turnos. Ana Cecília é uma entusiasta dos minicursos e já participou de quatro deles. “Já fiz workshop de  maxi crochê sem agulha, para aprender a fazer camas de gato, de clutches de crochê e de amigurumi [técnica para se produzir bichinhos em crochê] e também um de broches bordados”, enumera.

Sustentabilidade

A proposta de um alinhamento com a sustentabilidade é um dos fatores que motivam o trabalho dos sócios da Pupila, acredita Vanessa.  “Estamos repensando nossa forma de consumir, de reciclar e gerar menos resíduos. Dessa forma, as técnicas manuais nos permitem tudo isso: produzir, reaproveitar, repensar, refazer, e nos conectar a um sentimento mais íntimo e familiar”, avalia.

Além do resgate de tradições, eles notaram, com o andamento dos cursos, a formação de um grupo de pessoas interessadas em repensar aspectos como suas relações com os objetos,  a desaceleração do cotidiano de trabalho. Nas aulas surgem amizades e um espaço propício para relaxar.

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