2026: O Ano da Integração Entre Quem Você É e o Trabalho que Você Faz
Por Mariana Borges
Feliz 2026! E antes que você pense “lá vem mais um texto sobre resoluções de ano
novo que vou esquecer em fevereiro”, deixa eu te contar: este não é sobre
promessas impossíveis ou metas genéricas. Este é sobre uma mudança
fundamental que está acontecendo — e que você pode escolher abraçar ou ignorar.
2026 é o ano em que a separação artificial entre “quem você é” e “o que você faz”
finalmente deixa de fazer sentido. Não estou falando de levar trabalho para casa ou
responder e-mail no domingo. Estou falando de algo mais profundo: alinhar seus
valores pessoais com suas escolhas profissionais. Construir uma carreira que seja
sustentável — no sentido literal e emocional da palavra.
A pergunta que vai definir este ano
Aqui está a pergunta que você precisa fazer a si mesmo neste início de ano: “Meu
trabalho está alinhado com o que eu acredito?”
Não é uma pergunta fácil. Porque às vezes a resposta é desconfortável. Às vezes
você descobre que está construindo uma carreira que impressiona os outros, mas
que não faz sentido para você. Ou que está em uma empresa cujos valores no
papel são lindos, mas que na prática não se sustentam.
E tem outra pergunta que vem junto: “Estou construindo algo sustentável na minha
carreira?” E aqui, sustentável significa duas coisas. Primeiro, no sentido tradicional:
seu trabalho contribui para um mundo melhor ou apenas perpetua problemas?
Segundo, no sentido pessoal: você consegue manter esse ritmo sem se esgotar?
Ou está numa corrida que não tem linha de chegada?
O que está mudando em 2026
Este ano traz consigo uma série de transformações que não são apenas regulatórias ou técnicas — são profundamente humanas.
Novas regulações de ESG entram em vigor em diversos países. Empresas terão
que reportar não apenas o que dizem fazer, mas o que realmente fazem. A
transparência deixa de ser opcional. E isso muda o jogo para todos nós.
O foco em biodiversidade e economia circular se intensifica. Não falamos mais
apenas de carbono — falamos de como proteger ecossistemas inteiros, de como
criar ciclos produtivos que não esgotam recursos. E isso exige profissionais que
entendam sistemas complexos, que pensem no longo prazo, que conectem pontos
que antes pareciam distantes.
A inteligência artificial continua transformando a forma como trabalhamos. Mas o
diferencial não está mais em quem domina a tecnologia — está em quem consegue
usar essa tecnologia para gerar impacto positivo real.
E tem algo fundamental: a geração que está entrando no mercado de trabalho agora
não aceita mais a fragmentação entre vida pessoal e profissional. Eles não querem
“equilíbrio” entre trabalho e vida — eles querem integração. Querem que seu
trabalho seja parte de uma vida com propósito, não algo que os afasta dela.
Integração não é sobrecarga
Aqui está um ponto que precisa ficar claro: integração entre quem você é e o que
você faz não significa trabalhar o tempo todo. Não significa não ter limites. Não
significa sacrificar sua saúde, suas relações, seu descanso.
Integração significa que quando você está trabalhando, está fazendo algo que se
conecta com seus valores. Que você não precisa ser uma pessoa no trabalho e
outra pessoa em casa. Que suas escolhas profissionais refletem o tipo de mundo
que você quer ver.
E quando há essa coerência, algo interessante acontece: o trabalho cansa menos.
Não porque seja mais fácil, mas porque tem significado. Você consegue sustentar o
ritmo porque está construindo algo que importa para você.
Como começar 2026 com essa mentalidade
Se você está lendo isso e pensando “tudo bem, mas como eu faço isso na prática?”,
aqui vão alguns caminhos:
Primeiro, faça um exercício de honestidade brutal. Pegue um papel e escreva:
quais são os três valores mais importantes para mim? Pode ser justiça,
transparência, criatividade, colaboração, cuidado com o meio ambiente — o que for
verdadeiro para você. Agora olhe para seu trabalho atual: esses valores aparecem
ali? Se não, onde está a desconexão?
Segundo, olhe para as suas escolhas diárias. Você não precisa mudar de
emprego amanhã para viver com mais propósito. Às vezes, a mudança começa em
como você conduz suas reuniões, em que tipo de projetos você se voluntaria, em
quais conversas você inicia dentro da sua empresa. Pequenas escolhas cotidianas
constroem carreiras sustentáveis.
Terceiro, questione o que está ao seu redor. Se sua empresa fala de
sustentabilidade mas não age, pergunte por quê. Se há falta de diversidade na
liderança, questione como isso pode mudar. Se fornecedores têm práticas
duvidosas, proponha auditorias. Você tem mais poder de transformação do que
imagina — especialmente se começar a usar sua voz.
Quarto, construa sua rede com intenção. Conecte-se com pessoas que estão
construindo o tipo de carreira que você admira. Aprenda com quem já está
integrando propósito e trabalho. Você não precisa inventar tudo sozinho — há uma
comunidade crescente de profissionais que estão fazendo exatamente isso.
O convite de 2026
Este ano te convida a parar de viver uma vida fragmentada. A parar de separar “o
que eu preciso fazer para ganhar dinheiro” de “o que eu realmente acredito”.
Construir uma carreira que seja parte de quem você é, não algo que você faz
apesar de quem você é.
Isso não é idealismo. É estratégia. Porque empresas que não se adaptam a essa
nova realidade vão perder os melhores talentos. Profissionais que não se conectam
com propósito vão se esgotar. E todos nós, coletivamente, não temos mais tempo
para fingir que podemos separar nossas do impacto que causamos no mundo.
2026 pode ser o ano em que você finalmente para de tentar ser duas pessoas
diferentes. O ano em que você integra suas crenças, seus valores e seu trabalho. O
ano em que você constrói algo sustentável — para o planeta e para você.
Então, enquanto você ainda está nessa energia de início de ano, de possibilidades
abertas, de chance de recomeço: escolha a integração. Escolha a coerência.
Escolha construir uma carreira que faça sentido para quem você realmente é.
Porque no fim das contas, a sustentabilidade começa em casa. E casa somos nós
— nossas escolhas, nossos valores, nossa coragem de viver o que acreditamos.
Bem-vindo a 2026. Que seja o ano em que você deixa de fingir e começa a viver.

Artigo escrito por Mariana Borges, fundadora da Move’n Up inteligência em Gestão
Sustentável
Serviço
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