ESG no Planejamento Estratégico 2026:Como integrar a sustentabilidade nas metas do ano
Por Mariana Borges
Fevereiro chegou e, com ele, aquele momento de revisar o planejamento do ano. Talvez você já tenha traçado metas de vendas, expansão, redução de custos ou desenvolvimento de equipe. Mas me responda com sinceridade: onde está o ESG nesse planejamento? Se a resposta for “em algum lugar perdido entre as boas intenções” ou “ainda não pensei nisso”, este artigo é para você.
A verdade é que muitas empresas ainda tratam ESG como um tema à parte, uma agenda paralela que fica sob responsabilidade de um departamento específico ou que aparece apenas em relatórios anuais. O problema é que, quando a sustentabilidade não está integrada à estratégia central do negócio, ela vira apenas discurso. E o mercado, os investidores, os consumidores e até mesmo seus colaboradores já percebem essa diferença.
ESG como estratégia, não como acessório
Integrar ESG ao planejamento estratégico não significa criar mais uma meta desconectada da realidade da empresa. Significa olhar para cada objetivo do ano e perguntar: como esta ação impacta o meio ambiente, as pessoas e a governança da organização? Como podemos fazer melhor?
Vamos a um exemplo prático. Imagine que sua empresa tem como meta aumentar a produção em 20% neste ano. Perfeito. Agora, pense: esse aumento de produção considera o uso eficiente de recursos naturais? Envolve fornecedores que respeitam direitos trabalhistas? A governança garante que essa decisão foi tomada de forma transparente e com participação das áreas envolvidas?
Percebe como ESG não é um tema separado, mas uma lente que transforma a forma como você planeja e executa?
Por onde começar?
Se você está se perguntando como dar esse primeiro passo, aqui vão algumas reflexões que podem ajudar:
Revisite suas metas com a perspectiva ESG. Pegue cada objetivo estratégico do ano e analise os impactos ambientais, sociais e de governança. Não precisa ser complexo. Comece identificando onde sua empresa já age bem e onde existem oportunidades de melhoria.
Envolva as pessoas certas. ESG não é responsabilidade de uma pessoa ou de um departamento. É um compromisso coletivo. Inclua diferentes áreas da empresa nessa conversa: financeiro, operações, marketing, recursos humanos. Cada olhar traz uma perspectiva valiosa.
Defina indicadores claros. Não adianta dizer que a empresa vai “ser mais sustentável”. O que isso significa na prática? Reduzir emissões em quanto? Aumentar a diversidade da equipe em qual proporção? Melhorar processos de compliance de que forma? Metas vagas geram ações vagas.
Comunique de forma transparente. Compartilhe internamente e externamente o que está sendo feito, os desafios encontrados e os aprendizados. A transparência é parte da governança e fortalece a credibilidade da empresa.
O momento é agora
Estamos em fevereiro, ainda há tempo de ajustar o planejamento. E se sua empresa ainda não começou essa integração, saiba que nunca é tarde. O ESG não é uma moda passageira, é uma transformação profunda na forma como fazemos negócios. Empresas que entendem isso saem na frente, atraem investimentos, retêm talentos e constroem reputação sólida.
Mas, mais do que isso, integrar ESG ao planejamento estratégico é também uma questão de coerência. De alinhar o que se fala com o que se faz. De construir um negócio que faz sentido para você, para sua equipe e para a sociedade. Então, que tal revisar aquele planejamento de 2026 com essa nova perspectiva?

Artigo escrito por Mariana Borges, fundadora da Move’n Up inteligência em Gestão Sustentável
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