Espetáculo sobre a vida de Tom Jobim segue em cartaz até 19 de abril no Ulysses Centro de Convenções

O Ministério da Cultura e a BB Seguros apresentam a turnê nacional de “Tom Jobim Musical”. Consagrado como um dos grandes sucessos recentes do teatro musical brasileiro, o “Tom Jobim Musical” chega a Brasília para temporada no Ulysses Centro de Convenções, com estreia nesta sexta-feira (10), após reunir mais de 130 mil espectadores pelo país.

“A BB Seguros valoriza a essência do brasileiro, a nossa cultura e a história do nosso país, por isso acreditamos na importância de tornar espetáculos como este cada vez mais acessíveis ao grande público. Tom Jobim é um ícone da música no Brasil e no mundo, e poder levar esse musical para mais cidades é uma grande satisfação e um compromissos para nós.” Delano Valentim de Andrade – Presidente da BB Seguros.

A superprodução, que conta com texto de Nelson Motta e Pedro Brício e direção de João Fonseca (conhecido por sucessos como os musicais de Tim Maia, Cazuza, Cássia Eller e Djavan), já acumula números impressionantes que atestam sua grandiosidade. Em suas temporadas anteriores, o musical foi assistido por um público de mais de 130 mil pessoas e teve 12 indicações a prêmios.

A Vida do Maestro em Cena

Estrelado por Elton Towersey, vivendo Tom Jobim e Leopoldo Pacheco como Vinicius de Moraes, o musical transporta o público para o Rio de Janeiro dos anos 1950 e 60. A trama narra a trajetória de Antônio Carlos Jobim, desde a juventude na praia de Ipanema até a conquista do mundo com a Bossa Nova, passando pelo histórico concerto no Carnegie Hall, em Nova York.

A montagem explora a parceria fundamental com Vinicius de Moraes e João Gilberto, além de celebrar figuras icônicas como Elis Regina, Jair Rodrigues, Frank Sinatra Elza Soares e Dolores Duran. Com um elenco de 19 atores e 9 músicos, o público é convidado a cantar junto clássicos eternos como “Garota de Ipanema”, “Chega de Saudade”, “Águas de Março” e “Wave”.

“A parte mais difícil de transformar sua vida e obra em um musical de teatro foi lidar com a qualidade de suas músicas: como escolher apenas 30? O certo é que nenhum musical da Broadway teve, tem ou terá um score musical à altura do maestro soberano Tom Jobim”, revela Nelson Motta, coautor do espetáculo.

“Uma peça sobre Tom só pode ser uma celebração sobre a música, o amor, a natureza e sobre o Brasil. A música de Tom é a protagonista do espetáculo, mas o homem bonito e charmoso também está lá”, comenta o diretor João Fonseca.
A realização é assinada pelas produtoras Atual Produções e Bonus Track e, lideradas por Luiz Oscar Niemeyer, Júlio Figueiredo e Bárbara Guerra.

A Pepperina aproveitou para fazer algumas perguntas para o ator Elton Towerseyque interpreta Tom Jobim.

Para Elton Towersey (Tom Jobim)

  1. Interpretar Tom Jobim é quase entrar na mente de um gênio. Em que momento você sentiu que deixou de “interpretar” e passou a “ser” o Tom em cena?

Quando estreamos, esse momento aconteceu para mim numa cena que finaliza o primeiro ato. Tom está se apresentando com outros músicos da bossa nova no renomado Carnegie Hall — um momento definitivo na carreira dele. Os olhos do mercado internacional estão voltados para ele, prontos para julgar o “brasileirinho”. Num solo de voz e piano, é o momento em que estou mais vulnerável, assim como o Tom estava. A partir dali, consegui me conectar de forma mais profunda com o personagem.

  1. Tom tinha uma musicalidade muito própria, quase intuitiva. Como você trabalhou esse aspecto sem cair na caricatura?

Nosso diretor musical, Thiago Gimenez, fez um trabalho muito atencioso com a nossa forma de cantar e tocar. Nesta peça, os atores precisam atuar, cantar, dançar e tocar — e essa responsabilidade foi levada muito a sério.

Tive que buscar o minimalismo do piano de Jobim e o timbre mais sussurrado e despretensioso no canto do nosso maestro. É um trabalho desafiador e delicado, para não cair numa imitação caricata.

  1. Entre clássicos como Águas de Março e Wave, existe alguma música que te atravessa de forma diferente durante o espetáculo?

“Sabiá” é uma das músicas mais especiais para mim. Não só pela beleza da canção, mas pelo momento dramatúrgico em que ela aparece na peça. É um ponto decisivo na vida do nosso maestro — e acabou ganhando um significado muito forte para mim também.

  1. O musical mostra a ascensão internacional, incluindo o concerto no Carnegie Hall. Na sua visão, o que fez a obra de Tom romper fronteiras?

A soma de sua genialidade com as inovações harmônicas, aliada ao carisma de suas melodias. É um trabalho realmente diferenciado, que reverbera com todos que escutam suas obras.

Tom agrada tanto os leigos quanto os mais sofisticados ouvintes de música. Foi um artista que, com suas criações, conseguiu acessar o mundo — um compositor que marcou sua geração.

  1. Depois de viver esse personagem, o que você leva do Tom Jobim para a sua vida pessoal e artística?

Ter que estudar a fundo a obra de Tom, como compositor, ampliou meu vocabulário musical de forma imensurável. Sempre serei grato a este projeto por esse desafio que me nutriu tanto artisticamente.

E, para além da música, Tom Jobim me ensinou a ser despretensioso e generoso. Quando converso com pessoas que conviveram com o nosso maestro em vida, é unânime o afeto que elas têm por ele: todos amavam o ser humano Tom Jobim

Por Julyana Almeida e Redação

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