De musa paraguaia a ‘Feiticeiro do hexa’: veja como estão hoje torcedores que viralizaram nas últimas Copas
Fora das quatro linhas, a internet também elege os seus personagens famosos
Cada Copa do Mundo tem seus heróis em campo. Mas, fora das quatro linhas, a internet também elege os seus personagens famosos. São torcedores de expressão certeira, musas que viraram fenômeno global e até figurinhas carimbadas nos jogos da Seleção. Com a Copa de 2026 começando agora nos Estados Unidos, o EXTRA foi atrás dos personagens que o mundo jamais esqueceu para saber: por onde eles andam?
Musa paraguaia
Larissa Riquelme tinha 25 anos quando uma foto sua numa arquibancada da África do Sul, em 2010, rodou o planeta. A imagem viral durante a Copa foi capturada quando ela comemorava com um celular entre os seios. A foto rapidamente se espalhou e a transformou em um fenômeno global. Dezesseis anos depois, a paraguaia, hoje com 41 anos, chegará ao Mundial de 2026 de uma forma que poucos imaginavam: com credencial de jornalista.
“Seria injusto negar que essa exposição me abriu portas importantes internacionalmente. Mas também houve momentos em que algumas pessoas só viam a imagem e não viam a mulher trabalhadora por trás dela. Entendi que meu maior desafio era provar que eu podia construir uma carreira muito mais ampla. Eu não queria que minha história se limitasse a uma única fotografia ou a um momento específico. Queria mostrar que eu podia crescer e me reinventar”, declarou à revista “Quem”.
Feiticeiro do Hexa
Em 2018, durante Brasil x México nas oitavas de final na Rússia, um torcedor de olhar penetrante e bandeira verde-amarela roubou a cena no telão e virou meme instantâneo. O nome do ícone é Yuri Torsky, russo, que na época trabalhava no Centro Espacial da cidade de Samara, de onde são lançados os foguetes do país. A internet o batizou de “Feiticeiro do Hexa” e “Torcedor Misterioso” e o Brasil nunca mais o deixou sair da memória.
Agora, oito anos depois, ele finalmente pôs os pés no país que o tornou famoso. Torsky veio ao Brasil para gravar uma campanha publicitária. Horas antes do amistoso do último domingo, ele fez o “esquenta” para o jogo como um bom carioca, em frente a um bar nos arredores do estádio, e recebeu um exemplar do Jogo Extra no Maraca.
— Estou muito feliz em finalmente visitar o Brasil. Feliz em ver os brasileiros, torcedores, estádios, a comida. É mágico sentir tudo isso — disse Torsky ao EXTRA, que acertou ao prever que a seleção faria ao menos quatro gols no amistoso.
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Torcedor efusivo no Brasil
Você provavelmente reconhece o rosto. Em 2014, durante o gol de falta de David Luiz contra a Colômbia no Castelão, em Fortaleza, a câmera flagrou dois torcedores brasileiros numa expressão que resumia a perfeição daquele momento. Um deles é Fernan Irber, potiguar de Mossoró, que virou meme eterno.
“Tudo começou no dia anterior ao jogo, quando minha esposa Ana Paula conseguiu comprar os ingressos no site da FIFA. Quando o David Luiz chutou, eu vi que pela trajetória da bola iria ser gol, então já corri para frente da câmera e o resto virou meme”, explicou Fernan ao Lance!.
A repercussão foi tanta que ele foi parar no Fantástico.
“Até hoje postam minha foto para tudo: BBB, política, fofoca”, diverte-se.
Hoje casado e pai de dois filhos, Fernan mantém fixado no Instagram as fotos daquele instante histórico. Véspera de Copa, ele postou o filho caçula com um boné verde-amarelo escrito “Agora o Hexa vem!” e deixou claro que a torcida da família continua a mesma.
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Brasileiro no Catar
A Copa do Mundo do Qatar, em 2022, revelou outro fenômeno brasileiro. Clóvis Carvalho, 34 anos, veterinário natural de Arealva (SP), morava há quatro anos no Catar com a esposa Fernanda Tonin quando a Seleção estreou contra a Sérvia. Sua comemoração eufórica no segundo gol do Brasil foi transmitida ao vivo pela TV oficial do torneio e o resto é história.
“No dia do último jogo, na fila para entrar no estádio, umas 100 pessoas me pararam para pedir foto. Tinha gente de tudo que é lado: Paquistão, Bangladesh, Itália, Espanha”, contou Clóvis ao G1 na época.
O veterinário, que trabalha com reprodução de cavalos no haras de uma família tradicional catari, hoje mantém o perfil fechado nas redes, mas a comemoração que parou o mundo continua na memória de quem viu.
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Torcedor com mais copas
Se de um lado há os memes de arquibancada, de outro há um torcedor que transformou a Copa em missão de vida. Daniel Bartolomeu Sbruzzi, dentista aposentado, foi ao Maracanã acompanhar o amistoso Brasil x Panamá com um currículo que ninguém mais tem: aos 78 anos, ele já viu 11 Copas do Mundo ao vivo, desde 1978, e detém o recorde no Guiness Book de torcedor que mais assistiu a Mundiais presencialmente na história.
“Não imaginava ganhar este título, mas como ganhei, pretendo mantê-lo neste ano no Mundial dos Estados Unidos”, disse ele ao EXTRA, já com o olho na 12ª edição.
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Torcedor do Catar
Um torcedor do Catar viralizou nas redes logo no primeiro dia de Copa após ter aparecido na transmissão do jogo de abertura entre o país anfitrião e o Equador. A reação dele, indignado com o placar de 2×0 para os rivais, foi o que chamou a atenção.
O rapaz é o príncipe Af Jal Thani, um dos membros da família real, que, na época, tinha 15 anos. No momento em que foi flagrado pelas câmeras, apareceu com os olhos arregalados e ajeitando a ghutrah, o tradicional lenço usado em volta da cabeça pelos homens mulçumanos. Hoje, o perfil dele no Instagram é fechado, mas tem 194 mil seguidores.
Gaúcho da Copa
Clóvis Acosta Fernandes, torcedor-símbolo da seleção brasileira, faleceu aos 60 anos, em 2015, em Porto Alegre. O “gaúcho da Copa” era presença recorrente nos jogos da seleção brasileira, em qualquer parte do mundo, aparecendo sempre com um chapéu típico do Rio Grande do Sul, um inconfundível bigode e com uma taça de Copa do Mundo nas mãos.
Em 2014, no massacre da Alemanha por 7 a 1, correu o mundo a imagem de Clóvis inconsolável e com expressão de choro no Mineirão. Frank Damasceno, filho de Clóvis Fernandes, o eterno “Gaúcho da Copa”, se prepara para a décima jornada da família em um Mundial, desta vez nos Estados Unidos.
“Cabe a mim seguir levando o chapéu e a taça. Dois símbolos que carregam décadas de estrada, amizade e amor pela Seleção Brasileira”, afirmou ao g1.
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*Com informações de Extra
