TERRAS RARAS: O BRASIL VAI EXTRAIR OU TRANSFORMAR?

O Brasil está diante de uma riqueza que ganhou valor estratégico no século XXI.
As terras raras estão presentes em cadeias tecnológicas cada vez mais importantes, dos motores elétricos e eletrônicos aos equipamentos de alta tecnologia. O Brasil possui uma das maiores reservas conhecidas do mundo, mas ainda produz muito pouco diante desse potencial. A questão decisiva, portanto, não está apenas no tamanho da reserva, mas no que seremos capazes de fazer com ela.
Retirar o minério do subsolo é apenas a primeira etapa. O valor cresce à medida que entram engenharia, pesquisa e indústria: separar, purificar, produzir ligas, ímãs, componentes e tecnologia.
Com as terras raras, podemos fazer diferente: sermos audaciosos e transformar uma riqueza do subsolo em conhecimento, tecnologia e desenvolvimento.
Universidades, centros de pesquisa e empresas precisam impulsionar a agregação de valor e assumir o protagonismo no desenvolvimento de uma cadeia tecnológica que exige investimento, continuidade e uma estratégia que sobreviva aos governos.
RIQUEZA MINERAL NÃO É DESENVOLVIMENTO. DESENVOLVIMENTO É O QUE UM PAÍS CONSEGUE FAZER COM ELA.

José Ribeiro de Miranda
Engenheiro Civil, diretor da Geometa Fundações, escritor e presidente da Associação Brasileira dos Engenheiros Independentes– ABRAEI.
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