🌶CIZÂNIAS DO DIA – EDICAO ESPECIAL – RESSACA ELEITORAL – 07 DE OUTUBRO

🌶️A CONTA DOS DERROTADOS

A eleição deixou gente grande pelo caminho no DF. Fred Linhares, José Humberto, Rodrigo Rollemberg, Sandro Avelar e Agaciel Maia, são alguns dos nomes que ficaram sem mandato. Na Câmara Legislativa, Doutora Jane, Iolando e Jorge Vianna também dançaram. A urna fez a renovação que muita articulação de bastidor não conseguiu impedir.

🌶️PAULA LAVOU AS MÃOS

Terceira colocada para o Buriti, Paula Belmonte decidiu ficar neutra no segundo turno. Não vai de Celina, não vai de Grass — e liberou seus aliados para escolherem individualmente. Tradução política: não se compromete politicamente e ninguém ganha o passe livre para falar em nome dela.

🌶️GRASS QUER O ESPÓLIO

Leandro Grass já foi atrás dos votos dos derrotados. O problema é que voto não vem com recibo: quem apoiou Paula, Joe Valle, Zé Humberto e os demais candidatos não necessariamente acompanha o candidato que sobrou no segundo turno. A guerra agora é pelo eleitor sem dono.

🌶️A SURPRESA DA CLDF

André Kubitschek chegou à Câmara Legislativa com 23.683 votos e virou um dos sete novatos da próxima legislatura. O sobrenome pesou, mas a urna precisou carimbar. Agora começa a cobrança para saber se o herdeiro político também entrega mandato e continua honrando o nome da família.

🌶️A CLDF FICOU MAIS À DIREITA

A nova Câmara Legislativa terá 70,8% de representantes de centro e direita. O recado das urnas foi claro: a esquerda continua com espaço, mas terá uma bancada menor diante de uma Casa mais conservadora. O próximo governo já sabe com quem terá de negociar.

🌶️O ELEITOR FEZ UMA PEGADINHA QUE NEM AS PESQUISAS PREVIRAM

Fred Linhares, que liderava as pesquisas, terminou a eleição para deputado federal com 48.594 votos e ficou de fora. Agnelo Queiroz entrou com 43.542. Reginaldo Veras, com 43.179, também entrou. A matemática proporcional deu um baile em muita gente ou será que esqueceram dela? Quanto maior a expectativa, maior o tombo. No fim, a urna lembrou o óbvio: eleição não é concurso de popularidade. Tem voto que elege e voto que, por falta de legenda, só serve para contar história.

🌶️BRB VIROU BANCO DE CAMPANHA

O caso BRB continua no centro do segundo turno: Grass tenta transformar o episódio em munição contra Celina, enquanto a governadora busca afastar a crise bancária da disputa eleitoral. O banco já deixou de ser apenas assunto econômico e virou personagem do Buriti.

🌶️FLÁVIO JÁ ESTÁ MONTANDO O TABULEIRO E A ESTRATÉGIA É FUGIR DA 6X1

Depois de conquistar apoio de Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro começou o segundo turno mirando também o Congresso eleito. O candidato fala em uma bancada de direita forte o suficiente para mudar a Constituição. A eleição presidencial já ganhou uma segunda disputa: quem terá força para governar depois da posse.

🌶️LULA VAI PELO SALÁRIO, PELA FOLGA E PELA ROTINA

Lula escolheu o fim da escala 6×1 como uma das principais bandeiras do segundo turno. A estratégia é transformar uma discussão trabalhista em escolha de projeto de país. Flávio, por outro lado, terá de decidir se enfrenta a proposta, e apoia a mudança ou se deixa o adversário ocupar sozinho o discurso sobre a jornada de trabalho dos brasileiros.

🌶️7 DE OUTUBRO AINDA ECOA

Três anos depois dos ataques de 7 de outubro de 2023, Israel e Gaza continuam no centro da tensão internacional. A data voltou a mobilizar memórias, protestos e debates políticos sobre a guerra e seus desdobramentos. Um conflito que começou com uma data específica e ainda não encontrou ponto final.

Por: Uly Penatti e Redação

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