Tirana, Albânia – Uma das últimas cidades comunistas.
Quando fizemos uma viagem aos Balcãs, além dos países da ex-Iugoslávia, o roteiro indicava uma passagem a Tirana, capital da Albânia.

Sabedores que a Albânia esteve sob forte regime comunista, fechada ao mundo e aos vizinhos, ficamos curiosos pois teríamos a oportunidade de visitar uma das últimas cidades comunistas.
Um pouco de história
Tirana é a capital e a maior cidade da Albânia. Seu principal centro político, econômico, cultural e universitário. Tirana fica a cerca de trinta km do Mar Adriático.
Foi fundada em 1614 e durantes mais de três séculos foi uma pequena cidade comercial do Império Otomano, conhecida por seus bazares, mesquitas e ponto de paragem de caravanas. Em 1920 foi escolhida como capital, substituindo a cidade de Durrës.
Durante o regime comunista, experimentou um rápido processo de crescimento administrativo e urbano. A cidade ganhou largas avenidas, edifícios monumentais e milhares de bunkers, construídos em todo o país, em razão da política de isolamento nacional. Após o fim do comunismo, experimentou uma profunda renovação: prédios foram restaurados, fachadas receberam cores vibrantes, parque foram revitalizados e novos bairros surgiram.
Hoje, concentra cerca de um terço da população total da Albânia, principalmente ocasionado pela migração interna, pós 1991.
Praça Skanderbeg

O centro da cidade e uma das maiores praças dos balcãs. Tem o nome do herói nacional albanês Gjergi Kastrioti, conhecido como Skanderbeg ao resistir ao avanço do império Otomano no séc. XV.
Ao redor da praça encontram-se o Museu Histórico Nacional, a Mesquita Et’hem Bey, a Torre do Relógio e diversos edifícios governamentais.
Mesquita Et’hem Bey

Foi construída entre os séc. XVIII e XIX e é considerada um dos mais belos monumentos otomanos da Albânia. Durante o período comunista permaneceu fechada, reabrindo em 1991, em um evento que simbolizou o retorno da liberdade religiosa.
Pirâmide de Tirana
Construída em 1988, como um museu em homenagem a Enver Hosha, líder comunista máximo do país. Hoje, tornou-se em um moderno centro cultural, tecnológico e educacional, sendo um dos maiores símbolos da renovação da cidade.
Bairro Blloku
Durante o regime comunista era uma área exclusiva da elite governante. Hoje, é o bairro mais moderno de Tirana, repleto de cafés, bares, restaurantes, galerias e lojas de design. É onde a vida noturna acontece.
Bunk’Art

A atração mais surpreendente para os ocidentais. São enormes bankers subterrâneos transformados em museus que contam a história da ditadura comunista e da Guerra Fria.
Este são encontrados geralmente em esquinas movimentadas e serviam para proteção da população, em caso de ataques e bombardeios aéreos.
Monte Dajti
O Parque Nacional do Monte Dajti fica a poucos quilômetros do centro de Tirana. Tem um teleférico que leva os turistas até perto de 1.000 metros de altitude, o que oferece uma vista panorâmica espetacular, tanto da cidade quanto das montanhas vizinhas.
Gastronomia
A culinária albanesa reúne diversas influências: dos balcãs, da Grécia, da Turquia e da Itália. Os principais pratos típicos são: Byrek (massa folhada recheada), Tavë Kosi (cordeiro assado com iogurte), Fërgesë (ensopado de pimentões, tomates e queijo), Oofte (almôndegas) e peixes do Mar Adriático.
A bebida tradicional é o Raki, uma espécie de destilado semelhante à grappa italiana.
Economia

Tirana responde pela maior parte da atividade econômica da Albânia. Os principais setores são: serviços financeiros, tecnologia da informação, comércio, turismo, construção civil, universidades e pesquisa.
Nos últimos anos, muitos investimentos internacionais impulsionaram o desenvolvimento da economia albanesa, inclusive com a construção de edifícios modernos.
Melhor época para visitar
Abril a junho: temperaturas agradáveis e parques floridos.
Setembro e outubro: clima ameno e menor fluxo de turistas.
Durante o verão (julho e agosto) o clima pode ser bastante quente, com temperaturas que superam a 30ºC.
Como chegar
Não existem voos diretos do Brasil para a Albânia. As rotas mais comuns fazem conexão em centros europeus como Roma, Milão, Viena, Istambul e Frankfurt. O aeroporto principal é o Internacional Madre Teresa, distante cerca de 17 km do centro.
Curiosidades
É uma das capitais europeias que mais cresceram desde a década de 1990.
A cidade é conhecida pelas fachadas coloridas, iniciativa criada para renovar a paisagem urbana após o fim do comunismo.
Apesar de seu passado turbulento, atualmente é considerada uma das capitais mais dinâmicas e acolhedoras dos Bálcãs, atraindo um número crescente de turistas.







Bernardo De Felippe Jr. – Publicitário durante toda a sua vida, ao se aposentar passou a viajar e escrever livros infantis e romances para adultos. Em suma, é um viajante contador de histórias.
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