As 10 famílias mais ricas do Brasil: família Batista, Queiroz Galvão, Safra, Moreira Salles
De bancos e indústrias ao agronegócio, conheça as dinastias que concentram bilhões no país
O Brasil abriga algumas das maiores fortunas familiares do mundo, construídas ao longo de décadas — e, em alguns casos, de mais de um século. Em 2025, essas famílias não apenas mantêm posições de destaque no ranking de riqueza, como continuam ampliando seus patrimônios por meio de bancos, indústrias, varejo, energia e agronegócio.
A seguir, veja quem são as 10 famílias mais ricas do Brasil em 2025, como fizeram seu dinheiro e por que seguem no topo mesmo em cenários econômicos instáveis.
Família Safra — Bancos e investimentos globais

- Fortuna estimada: acima de R$ 120 bilhões
- Origem: sistema financeiro
A família de Joseph Safra construiu um império bancário internacional. O Banco Safra é apenas uma parte de um conglomerado com presença na Europa, EUA e Oriente Médio. O foco sempre foi gestão conservadora, grandes fortunas e operações internacionais.
Família Moreira Salles — Bancos e mineração
- Fortuna estimada: cerca de R$ 110 bilhões
- Origem: banco e commodities
Controladora do Itaú Unibanco e acionista relevante da CBMM, a família transformou participação financeira em ativos estratégicos globais, especialmente no nióbio, minério essencial para indústrias de alta tecnologia.

Família Lemann — Consumo global e investimentos
- Fortuna estimada: acima de R$ 100 bilhões
- Origem: bebidas e consumo
O nome de Jorge Paulo Lemann está ligado à criação da Ambev e à expansão internacional por meio da AB InBev. O grupo também controla marcas globais de alimentos e consumo.
Família Marinho — Comunicação e mídia
- Fortuna estimada: cerca de R$ 95 bilhões
- Origem: mídia
A família controla o Grupo Globo, maior grupo de comunicação da América Latina. A diversificação em streaming, esportes e produção de conteúdo manteve o grupo relevante mesmo com a transformação digital.
Família Batista — Proteína animal
- Fortuna estimada: cerca de R$ 85 bilhões
- Origem: frigoríficos
Os irmãos Batista transformaram um açougue regional em uma potência global com a JBS, hoje uma das maiores produtoras de proteína animal do mundo, com operações em dezenas de países.

Família Vilella — Agronegócio e açúcar
- Fortuna estimada: cerca de R$ 75 bilhões
- Origem: agroindústria
Controladores da Cosan, a família construiu riqueza integrando produção de açúcar, etanol, energia, logística e distribuição de combustíveis.
Família Trajano — Varejo e tecnologia
- Fortuna estimada: cerca de R$ 60 bilhões
- Origem: varejo
À frente do Magazine Luiza, a família Trajano se destacou ao transformar uma rede tradicional em uma plataforma digital integrada, unindo lojas físicas, e-commerce e tecnologia.
Família Ermírio de Moraes — Indústria pesada
- Fortuna estimada: cerca de R$ 55 bilhões
- Origem: indústria
O Grupo Votorantim atua em cimento, metais, energia e finanças. A estratégia sempre foi foco industrial, controle familiar e expansão internacional gradual.
Família Setubal — Bancos e investimentos
- Fortuna estimada: cerca de R$ 50 bilhões
- Origem: sistema financeiro
Ligada historicamente ao Itaú, a família segue influente no setor financeiro brasileiro, com participação em investimentos estratégicos e governança de grandes instituições.
Família Queiroz Galvão — Infraestrutura e energia
- Fortuna estimada: cerca de R$ 45 bilhões
- Origem: construção pesada e energia
A família construiu patrimônio em grandes obras de infraestrutura, concessões e projetos de energia, setores diretamente ligados ao crescimento econômico do país.

O que todas essas famílias têm em comum
Apesar de atuarem em setores diferentes, há pontos claros de convergência:
- Visão de longo prazo
- Reinvestimento constante
- Internacionalização
- Controle familiar estruturado
A riqueza não surgiu da noite para o dia. Em quase todos os casos, levou décadas — ou gerações — para ser construída.
Por que essas fortunas continuam crescendo
Enquanto boa parte da economia oscila, essas famílias operam em setores essenciais: alimentos, bancos, energia, mídia e consumo. São áreas menos vulneráveis a crises pontuais e altamente estratégicas no cenário global.
*Com informações de Click Petróleo e Gás. Por: Roberta Souza
