Janeiro chega ao Teatro Marie Padille como um manifesto vivo da cultura.

Janeiro chega ao Teatro Marie Padille como um manifesto vivo da cultura. É um mês generoso, intenso, daqueles que não economizam beleza nem diversidade. Um janeiro recheado de opções de lazer, diversão e experiências culturais capazes de atender a todos os gostos, idades e sensibilidades.

No dia *17, o palco se transforma em território sagrado com o espetáculo teatral **Festa Kuarupi, sob direção de **Walter Cedro. A obra mergulha na cultura dos povos indígenas do Xingu, trazendo à cena seus rituais, costumes e mitologias, com destaque para as aventuras do herói *Tichinim. Uma oportunidade rara de conhecer, respeitar e celebrar uma das matrizes mais potentes da nossa identidade brasileira.

Já no dia 18, a dança encontra a canção em **Corpo em Serenata, um espetáculo que é, ao mesmo tempo, movimento e poesia. A Companhia de Dança baila ao som de grandes nomes da música brasileira — *Elis Regina, Nelson Gonçalves, Cartola, Elis de Moraes — em uma celebração marcada por paixão, lirismo e emoção.

No dia 24, música e teatro se entrelaçam para contar a história de *Cássia Eller, não pelo olhar da fama, mas pela memória afetiva da filha, da irmã, da amiga. Um espetáculo sensível e potente, narrado a partir das vozes da mãe, dos irmãos e dos amigos de longa data. Um retrato humano, íntimo e profundamente comovente.

No dia 25, a alegria toma conta do palco com *Os Saltimbancos, apresentado pela Companhia de Teatro Marie Padille. Uma montagem lúdica, musical e corporal que encanta crianças, jovens e adultos, arrancando risos e despertando afeto em todas as gerações.

Janeiro também abre espaço para os mais jovens com o *Som na Caixa, trazendo o espetáculo *Alter Ego — dança e música ao vivo em um som pop vibrante, pulsante, contemporâneo.

E, para fechar esse mosaico cultural, o público é convidado a ouvir as *Lendas Goianas, contadas por *Maria Baião, personagem que dá vida à figura da benzedeira do interior, símbolo do curandeirismo, da sabedoria popular e da força feminina ancestral.

Há espetáculo para todos. Para quem busca raiz, para quem busca novidade, para quem busca poesia, reflexão, riso ou arrepio.

Isso não é apenas uma programação.
É a realização do propósito do Teatro Marie Padille: democratizar o acesso à cultura, valorizar identidades e fazer do interior de Goiás um território vivo de arte.

Parabéns pela iniciativa.
Ela é necessária, transformadora — e simplesmente fantástica.

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