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Por onde começar a implementar o ESGna sua empresa (sem se perder no caminho)

Por Mariana Borges

Você já entendeu que ESG não é só tendência. Já percebeu que sua empresa precisa incluir sustentabilidade na estratégia. Mas aí vem aquela pergunta que paralisa muita gente: por onde começar?

Essa dúvida é mais comum do que você imagina. Recebo quase diariamente mensagens de profissionais que sabem da importância do ESG, mas se sentem perdidos diante da complexidade do tema. São tantas siglas, frameworks, certificações, indicadores, que a sensação é de estar diante de um quebra-cabeça gigante sem saber qual peça encaixar primeiro.

A boa notícia é que implementar ESG não precisa ser um processo confuso. Existe um caminho. E ele começa com passos práticos, tangíveis, que fazem sentido para a realidade da sua organização.

Comece pelo diagnóstico: conheça sua realidade

Antes de definir onde você quer chegar, é preciso saber onde você está. E isso significa olhar com honestidade para a empresa e entender o que já existe de bom, o que precisa melhorar e quais são os maiores riscos e oportunidades relacionados a ESG.

Esse diagnóstico não precisa ser um relatório de 200 páginas. Pode ser uma análise inicial que responda perguntas simples: como a empresa lida com resíduos? Quais são as práticas trabalhistas? Como funcionam os processos de tomada de decisão? Existem políticas de diversidade? Como é a relação com fornecedores?

Essa etapa serve para tirar o ESG do abstrato e trazer para o concreto. Você vai identificar onde sua empresa já age bem e onde precisa evoluir. E, acredite, toda empresa tem pontos fortes para reconhecer e valorizar.

Entenda o que realmente importa: a materialidade

Nem todos os temas de ESG têm a mesma relevância para todas as empresas. Uma indústria química tem desafios ambientais diferentes de uma empresa de tecnologia. Uma construtora precisa olhar para questões que não são prioritárias para uma consultoria.

Por isso, o segundo passo é identificar quais temas ESG são materiais para o seu negócio. Materialidade é descobrir o que realmente impacta sua operação, sua cadeia de valor, seus stakeholders e a sociedade. É definir prioridades.

Essa etapa envolve conversar com diferentes públicos: colaboradores, clientes, fornecedores, investidores, comunidade. O que essas pessoas esperam da sua empresa? Quais são as preocupações delas? E, do ponto de vista do negócio, quais temas podem representar riscos ou oportunidades?

A partir dessas respostas, você consegue focar energia e recursos no que realmente faz diferença.

Transforme intenção em ação: construa o plano

Com o diagnóstico e a materialidade definidos, chegou a hora de estruturar um plano de ação. E aqui, novamente, vale o princípio da simplicidade. Não precisa resolver tudo de uma vez.

Escolha algumas prioridades e defina metas claras, mensuráveis e realistas. Se a questão é reduzir resíduos, estabeleça quanto e em quanto tempo. Se é aumentar a diversidade, defina indicadores. Se é melhorar a governança, mapeie quais processos precisam ser revistos.

O plano de ação também precisa definir responsabilidades. Quem vai fazer o quê? Quais recursos são necessários? Como o progresso será acompanhado? Quando ESG tem dono, tem execução.

Envolva as pessoas: ESG é cultura

Nenhum plano de ESG funciona se ficar restrito a uma sala de reunião. Implementar ESG é transformar cultura, é engajar pessoas, é fazer com que toda a organização entenda o propósito e se sinta parte da mudança.

Isso significa comunicar, educar, sensibilizar. Desde a liderança até a linha de frente, todos precisam compreender porque ESG importa e como cada um pode contribuir. Quando as pessoas entendem o sentido, elas agem.

A jornada começa com o primeiro passo

Implementar ESG na sua empresa não é um evento, é uma jornada. E como toda jornada, ela começa com um primeiro passo. Pode ser pequeno, pode ser simples, mas precisa ser dado.

O importante é sair da intenção e partir para a ação. Não espere ter todas as respostas. Não espere o cenário perfeito. Comece de onde você está, com o que você tem, e vá evoluindo no caminho.

E lembre-se: implementar ESG é também sobre aprender. Errar, ajustar, melhorar. Nenhuma empresa nasce pronta nessa agenda. Mas as que têm coragem de começar saem na frente.

Artigo escrito por Mariana Borges, fundadora da Move’n Up inteligência em Gestão Sustentável

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