Táticas da Família Real para esconder fortunas e gastos excessivos voltam a causar polêmica após escândalos com ex-Príncipe Andrew
‘A falta de transparência cria uma sensação de distância e desconfiança’, afirma analista
As táticas da Família Real Britânica para esconder suas fortunas e seus gastos excessivos voltaram a causar polêmica em seguida aos escândalos recentes envolvendo o ex-Príncipe Andrew. O irmão do Rei Charles III perdeu seus títulos, suas funções e sua moradia real por seu envolvimento com a rede criminosa do empresário Jeffrey Epstein (1953-2019).
Uma reportagem recém-publicada pelo site Radar Online conta como a realeza vem sendo cada vez mais vista como “gananciosa” mesmo entre seus fãs e súditos, com críticos alertando que as finanças reais “permanecem tão incrivelmente misteriosas, complexas e secretas que ninguém realmente sabe quanto recebem dos contribuintes”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e7c91519bbbb4fadb4e509085746275d/internal_photos/bs/2026/A/O/XKOpdaRCeqZN3vgWg5Fw/captura-de-tela-2026-02-25-as-06.45.38.png)
Em outubro de 2025, Andrew foi expulso de Royal Lodge, nos terrenos do Palácio de Windsor. Quando se mudou para a propriedade, em 2003, o ex-príncipe acatou o pagamento de uma reforma da propriedade que custou cerca de oito milhões de libras (R$ 57 milhões). Em troca, ele poderia morar por lá, de graça, por 75 anos, até 2078.
Segundo a reportagem do Radar Online, “o acordo de ‘aluguel simbólico’, reacendeu questões mais amplas sobre como a riqueza real é gerada e protegida”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e7c91519bbbb4fadb4e509085746275d/internal_photos/bs/2026/c/d/aL13AGRyePetMJAJNCPA/captura-de-tela-2026-02-12-as-07.06.16.png)
E-mails divulgados por autoridades dos Estados Unidos também sugerem que Andrew compartilhou detalhes de “oportunidades comerciais de alto valor” no Afeganistão com o amigo Jeffrey Epstein, “levantando questões sobre a sobreposição entre dever público e interesse privado”, diz o Radar Online.
Fontes familiarizadas com as finanças reais disseram à publicação que “a controvérsia reflete uma opacidade estrutural mais profunda”. Uma fonte afirmou: “As finanças reais são tão incrivelmente misteriosas, complexas e secretas que ninguém realmente sabe quanto recebem dos contribuintes. E é isso que alimenta acusações de ganância”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e7c91519bbbb4fadb4e509085746275d/internal_photos/bs/2026/n/O/yNSfc5R1OXNYCkEp1B7Q/captura-de-tela-2026-03-10-as-07.43.05.png)
Outro contato acrescentou: “Há uma crença crescente de que o sistema financeiro que envolve a realeza não é apenas complicado, ele é construído de forma a ativamente apagar algumas linhas. Em vez de oferecer clareza, ele sobrepõe diferentes fluxos de renda, subsídios e isenções de forma que se torna incrivelmente difícil para qualquer pessoa de fora do sistema rastrear o que é dinheiro público e o que é riqueza privada”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e7c91519bbbb4fadb4e509085746275d/internal_photos/bs/2025/X/H/jB4NzKQRGzBP0O0pwJ8A/captura-de-tela-2025-08-14-as-06.26.49.png)
A mesma pessoa disse: “Para o contribuinte médio, essa falta de transparência cria uma sensação de distância e desconfiança. Quando as pessoas não conseguem ver claramente como os fundos são alocados ou contabilizados, isso inevitavelmente leva à suspeita sobre quanto realmente está sendo recebido — e se está sendo justificado”.
Os assessores da Família Real Britânica ainda não se pronunciaram em público sobre a reportagem do Radar Online.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_e7c91519bbbb4fadb4e509085746275d/internal_photos/bs/2026/L/G/2jDK1xR36tuRfykYBjvw/monet-fotosdsc-2026-02-05t121402.699.png)
*Com informações de Revista Monet
