ELEIÇÕES NO SISTEMA CONFEA/CREA FORA DO TEMPO
Antecipação do calendário e dúvidas no processo eleitoral levantam questionamentos sobre transparência e legitimidade
O processo eleitoral do Sistema Confea/Crea e Mútua passou a ocupar o centro do debate entre aqueles que buscam transformação, não apenas pela sua realização, mas pela forma como vem sendo conduzido.
A antecipação das eleições gerais, tradicionalmente realizadas em novembro, período que acompanha a dinâmica institucional do país, para o dia 4 de julho rompe com esse padrão e projeta o processo para um cenário de descompasso. Não se trata de um ajuste trivial, mas de uma mudança que tem gerado questionamentos quanto à sua motivação.
Alterar regras consolidadas sem transparência e sem diálogo não soa como modernização, soa como oportunismo. E, quando o ambiente institucional gera dúvidas, a intervenção externa deixa de ser exceção: torna-se necessária.
A realização das eleições pela internet amplia a responsabilidade sobre o processo e exige mecanismos robustos de auditoria, rastreabilidade e acompanhamento externo, o que, até o momento, não se observa.
O cenário atual aprofunda o distanciamento entre o Sistema Confea/Crea e sua base. Em todo o Brasil, os candidatos ao Confea e aos Creas são parte da própria estrutura e alinhados à manutenção da Lei nº 5.194/66, o que contribui para o desânimo do eleitorado, inclusive daqueles que não se interessam pelo processo e que nunca votaram.
Quando a credibilidade do processo é colocada em dúvida, o resultado, qualquer que seja, tende a nascer sob questionamento.
Diante desse cenário, o “elefante na sala” permanece visível, ainda que ignorado pelos gestores.

Eng. Civil José Ribeiro de Miranda
Presidente da ABRAEI – Associação Brasileira dos Engenheiros Independentes
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