Atriz vencedora do Oscar diz que coordenadores de intimidade podem arruinar cenas quentes no cinema: ‘Precisa ir além da zona de conforto’
Fazendo sua estreia como diretora, Juliette Binoche demonstrou que não acredita na necessidade dos profissionais no set
A atriz francesa Juliette Binoche, conhecida por filmes como ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ (1992), ‘A Liberdade é Azul’ (1993) e ‘Chocolate’ (2000), acredita que coordenadores de intimidade podem acabar arruinando as cenas de sexo no cinema. Embora entenda que a presença dos profissionais nos sets acabe trazendo mais segurança para algumas atrizes, a famosa defende que a produção de um trabalho autêntico deveria ser a prioridade.
A função do coordenador de intimidade ganhou força em Hollywood nos últimos anos. A ideia é que esses profissionais trabalhem para garantir que os atores estejam de acordo com as coreografias das tomadas mais íntimas — evitando qualquer tipo de excesso e situação potencialmente desconfortável.
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Em entrevista ao jornal The Guardian publicada na última segunda-feira (11), Binoche expressou seu descontentamento com a forma como as cenas de sexo são conduzidas atualmente: “Já me abordaram sobre isso. O discurso é sempre algo do tipo: ‘Você concorda que ele toque nisso?’. O corpo vira um quebra-cabeça… Não é tão simples quanto ter um coordenador de intimidade no set. Quando você está numa cena de amor, aquilo precisa vir do coração, das entranhas, da necessidade”.
Binoche, que acaba de estrear como diretora com o lançamento do documentário ‘In-I In Motion’, reconheceu que os coordenadores de intimidade podem ser importantes para “atrizes menos experientes”. Apesar disso, ela se vangloriou por seu projeto não seguir a tendência. “Nosso filme vai contra o que está sendo dito hoje. E eu gosto disso!”, ela afirmou.
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A famosa ainda acrescentou: “Se você está pensando no movimento que vai fazer, e não no sentimento, então está em uma situação ruim. Quando você interpreta amantes, acaba superando certos receios em relação ao toque entre os corpos. Você realmente precisa ir além da sua zona de conforto, porque, caso contrário, vira alguém reprimido e deixa de ser fiel ao que acontece na vida”.
A vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por ‘O Paciente Inglês’ (1996) não foi a única a colocar os coordenadores de intimidade em cheque. Jennifer Lawrence, por exemplo, revelou não ter contado com um profissional do gênero durante as cenas com Robert Pattinson em ‘Morra, Amor’ (2025). Já Florence Pugh disse ter tido experiências “fantásticas” e cenas “estranhas e constrangedoras”. Kate Winslet, por outro lado, ressaltou que queria ter sido acompanhada pelos profissionais desde o início de sua carreira.

*Com informações de Revista Monet

