Atração do Rock in Rio, cantora de K-pop tomava laxante antes de pesagens e já foi denunciada por atos obscenos
HWASA promete levar vários fãs à Cidade do Rock, em setembro, e é considerada uma “quebradora de tabus” na Coreia do Sul
Daqui a pouco tem Rock in Rio, e a expectativa só cresce para o grande dia dedicado ao K-pop, com destaque para bandas como Stray Kids e NEXZ. A Onda Hallyu (onda coreana) vai tomar conta da Cidade do Rock, e uma das principais apostas é a solista sul-coreana HWASA, integrante do girl group Mamamoo, mas que fará apresentação solo no festival. Ela é autora do hit “Good Goodbye”, o seu maior sucesso até o momento, acumulando mais de 130 milhões de visualizações no Youtube e quebrando recordes nas paradas de sucesso coreanas. Em entrevista para a Hit Magazine, a rapper mandou um recado especial para o fandom brasileiro:
“Para os muitos fãs brasileiros que estão esperando há tanto tempo, preparei um show incrível e trabalharei muito para chegar até vocês”.
HWASA, além de ser conhecida por sua autenticidade musical, é admirada pelos Twitts (como se denominam os seus fãs) por empoderar pessoas ao redor do mundo a amar seus corpos. Sua música “I Love My Body” é uma crítica da cantora aos haters que julgam o seu corpo: na indústria do K-pop, a artista é reconhecida como uma figura que quebra os padrões de beleza tradicionais. Uma de suas atitudes muito aclamada pelo fandom foi quanto a solista desabafou sobre anorexia e depressão, assuntos considerados tabus na Coreia do Sul.
“Nos dias de pesagem, os membros (do grupo Mamamoo) e eu íamos à farmácia comprar laxantes e tomá-los antes de nos pesarmos”, disse a cantora no documentário sul-coreano “Bodymentary”.
Mas a história da cantora com os haters tem outros episódios. Em 2023, HWASA foi denunciada por indecência após performar o seu hit “Don’t” em um festival universitário na Coreia do Sul. Na performance, a cantora fez um gesto considerado obsceno pela Solidariedade de Pais de Estudantes e Proteção dos Direitos Humanos, uma associação que conta com a participação de pais dos graduandos da Universidade de Sungkyunkwan.
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A associação acusou HWASA de constranger os jovens adultos, alegando que o gesto não possuía qualquer contexto na performance.
A comunidade kpopper borbulhou nas redes socais após o caso:
“Mas que besteira. Ela performando numa universidade e os pais dos alunos, que já são adultos, que estão se incomodando”, disse um internauta. “Eles sempre pegam no pé dela porque ela não é padrão coreano”, desabafou outra fã. “Como é difícil ser gostosa na Coreia, fico impressionada”, publicou outro admirador da artista.
Meses depois do episódio, a cantora se tornou ré, foi até a Delegacia de Seongdong para prestar depoimentos, mas as investigações foram encerradas após a polícia confirmar que “é difícil reconhecer punições criminais”. A rapper foi absolvida das acusações, mas se o caso tivesse andamento, ela poderia responder pelo crime de Indecência Pública, que está na Lei de Crimes Sexuais sul-coreana, artigo 11 (Ato Indecente em um Espaço Público Lotado), sendo punida com uma multa de 3 milhões de wones, equivalente a R$ 11 mil.
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Com todo esse histórico, HWASA é vista pelos fãs e pela mídia como uma “quebradora de tabus”, visto que, na Coreia do Sul, temas como sensualidade, o uso de roupas curtas e canções que exaltam o conceito body positive ainda são motivo de polêmica.
*Com informações de Extra

