INFRAESTRUTURA: O BRASIL CONSEGUE PENSAR ALÉM DOS GOVERNOS?
Um país não se constrói no tempo de um ou dois mandatos. A infraestrutura tem uma pressa maior que o tempo político.
As cidades crescem e, com elas, surgem novas necessidades. É preciso encontrar caminhos diferentes, mas integrados por um planejamento eficiente. Mobilidade, energia, água, saneamento, habitação e conectividade não podem mais ser pensados separadamente. Ao mesmo tempo, eventos climáticos extremos e ameaças cibernéticas impõem novas exigências e aumentam a urgência de preparar a infraestrutura para o que vem pela frente.
Grandes projetos de infraestrutura demandam estudos, recursos, engenharia e continuidade. Alguns atravessam décadas entre a concepção e a plena utilização. Por isso, determinadas decisões precisam pertencer ao país, e não apenas ao governo que as iniciou.
Pensar além dos governos também significa enfrentar um sistema burocrático e cartorial que muitas vezes transforma planejamento em espera. Projetos necessários não podem atravessar anos entre exigências, autorizações e decisões que se sucedem sem chegar à execução. O futuro das próximas gerações exige planejamento e transparência, mas exige também pressa e responsabilidade.
O FUTURO EXIGE PLANEJAMENTO. MAS NÃO PODE ESPERAR.

José Ribeiro de Miranda
Engenheiro Civil, diretor da Geometa Fundações, escritor e presidente da Associação Brasileira dos Engenheiros Independentes– ABRAEI.
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