Empresários de Verstappen barraram contratação de campeão mundial para ser seu companheiro de equipe, revela ex-chefão

Christian Horner, que foi demitido da equipe austríaca em meio a escândalos e uma crise nos resultados, expôs histórias dos bastidores em seu novo livro de memórias

Fernando Alonso, bicampeão da Fórmula 1, esteve muito perto de se tornar companheiro de equipe de Max Verstappen na Red Bull depois da saída de Sergio Pérez. A contratação só não aconteceu por um pedido dos empresários do piloto holandês. Pelo menos é isso o que Christian Horner, ex-chefão da equipe austríaca, afirmou em seu novo livro de memórias, ‘Drive’, que chega às livrarias no próximo dia 22.

Em trechos publicados antecipadamente por veículos como os sites Motorsport e NU.nl (da Holanda) nesta quarta-feira (14), Horner deu detalhes de suas opções para substituir Pérez ao fim da temporada de 2024. Alonso, atualmente na Aston Martin, já teria inclusive sinalizado seu desejo de se juntar à Red Bull.

O tetracampeão da Fórmula 1 Max Verstappen — Foto: Reprodução/Instagram
O tetracampeão da Fórmula 1 Max Verstappen — Foto: Reprodução/Instagram

O piloto e o chefe de equipe tiveram uma conversa nesse sentido durante o GP do Japão daquele ano. “O desempenho de Sergio Pérez estava irreconhecível em comparação com o piloto que ele havia sido nas temporadas anteriores”, Horner contou. “Decidi procurar um possível substituto. Durante o Grande Prêmio do Japão, Fernando chegou a me dizer que queria muito correr ao lado de Max na temporada seguinte”.

O problema é que pessoas próximas a Verstappen não ficaram contentes com a possibilidade: “Posteriormente, Helmut Marko, aparentemente em nome da equipe de gestão de Verstappen, deixou claro que eles não estavam satisfeitos com essa ideia”.

Christian Horner e Jos Verstappen, pai de Max Verstappen — Foto: getty
Christian Horner e Jos Verstappen, pai de Max Verstappen — Foto: getty

Alonso não foi o único nome ventilado: Charles Leclerc, pupilo da Ferrari, também esteve perto de receber uma oferta oficial da Red Bull.

“Achei que ele pudesse ser o piloto perfeito para nós. Ele era rápido, forte em volta lançada e tinha um perfil determinado. Claro, cometia um erro de vez em quando, e a Red Bull havia se aproveitado disso, mas, independentemente da situação, ele nunca criticava a Ferrari. Charles era um piloto que jogava pelo time, e senti que ele poderia preencher essa lacuna caso Sergio perdesse ainda mais terreno. Além disso, ele parecia frustrado na Ferrari”, Horner escreveu.

O bicampeão mundial de Fórmula 1 Fernando Alonso — Foto: Reprodução/Instagram
O bicampeão mundial de Fórmula 1 Fernando Alonso — Foto: Reprodução/Instagram
Sergio Pérez, Christian Horner e Max Verstappen — Foto: Reprodução/Instagram
Sergio Pérez, Christian Horner e Max Verstappen — Foto: Reprodução/Instagram

Mas, mais uma vez, Marko — em nome dos empresários de Verstappen — disse que a contratação “não iria acontecer”. Para Horner, porém, essa decisão não partiu diretamente do piloto holandês, mas sim de uma pessoa próxima que ele não quis citar o nome.

O antigo chefe da Red Bull foi demitido em 2025, em meio a uma queda no desempenho da equipe e aos rumores de uma crise interna. Antes disso, em 2024, Horner havia sido alvo de uma investigação interna por uma acusação de comportamento inapropriado feita por uma funcionária, mas o processo trouxe resultados “inconclusivos”, e ele seguiu no cargo.

*Com informação: Revista Monet

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