Panamá. Uma das cidades mais interessantes da América Central!
A cidade do Panamá combina arranha-céus, um centro histórico colonial, praias e natureza tropical. Moderna, cosmopolita e com uma fantástica história é o ponto de ligação entre os Oceanos Atlântico e Pacífico através do Canal do Panamá. É também a maior cidade e a capital do país.
Uma cidade entre dois oceanos
O país tem cerca de 80 km de largura em seu trecho mais estreito e foi exatamente aí nessa região que os Estados Unidos construíram o Canal do Panamá. Sua construção demorou longos dez anos, depois de tentativas fracassadas de se tentar uma passagem ao nível dos dois oceanos.
Os americanos resolveram aproveitar o Lago Gatún, 26 metros acima do nível do mar e com a construção de eclusas, sobem e descem os navios antes e depois do lago. Dessa forma, uma enorme área de aproveitamento das águas do lago que, por gravidade, enchem e esvaziam as eclusas, além de permitir o transporte dos navios pela sua extensão.
A epopeia da construção
Essa é uma história extraordinária de engenharia, política, doenças tropicais, corrupção, milhares de mortes e uma disputa internacional pelo controle de uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo.
Desde os conquistadores espanhóis havia o sonho de se abrir uma passagem pelo istmo do Panamá. Por uma razão simples, o Panamá é o ponto onde existe a distância menor entre os dois oceanos. Atravessar o canal, significaria para o navio economizar milhares de quilômetros do que passar pelo extremo sul da América.
O primeiro projeto foi o francês que previa um canal ao nível do mar. No meio havia uma cadeia montanhosa, chuvas tropicais torrenciais, rios, deslizamentos de terra e uma floresta extremamente difícil de penetrar. Para cortar uma montanha e abrir passagem, descobriu-se um problema: quando mais se escavava, mais a montanha desmoronava, tornando todo o trabalho inútil.
Mas o inimigo mesmo era invisível: milhares de trabalhadores começaram a morrer. Pensavam que as mortes eram provocadas pelo clima, pela água contaminada e pelo próprio ambiente tropical. Mas a realidade era outra. Os trabalhadores morriam por causa das doenças de febre amarela e malária. Os hospitais ficaram lotados. A construção transformou-se num enorme desastre financeiro. A companhia faliu em 1889 e a construção parou.
Foi aí que os americanos entraram em cena: eles possuíam uma costa no Atlântico e outra no Pacífico e, com o canal, poderiam deslocar rapidamente sua frota entre os dois oceanos.
A independência do Panamá
Havia um problema: o Panamá pertencia à Colômbia e não houve acordo que o senado colombiano aprovasse. Aí aconteceu um fato controverso: em 1903 ocorreu uma revolta separatista no Panamá, apoiada pelos Estados Unidos, que impediram que as tropas colombianas recuperassem o controle do território. Assim, o novo governo assinou um tratado com os EUA para a construção do canal.
A construção do Canal

Em 1904, os Estados Unidos assumiram o projeto e tomaram uma decisão de abandonar o canal ao nível do mar e construir um canal com eclusas. Em paralelo combatiam o mosquito transmissor das doenças, eliminando praticamente a febre amarela da zona do canal.
Aproveitaram as escavações francesas e criaram o Lago Gatún, a 26 metros acima do nível do mar. Foram criadas eclusas para subir ao lago e outras mais para descer os navios do lago oposto. Enormes eclusas foram construídas e em 1914, o canal finalmente foi terminado.
Curiosidade: Quando o canal foi inaugurado em 1914, começava a Primeira Guerra Mundial na Europa, o que fez com que o Canal tivesse pouca repercussão na época.
Durante décadas o canal permaneceu sob controle americano, inclusive uma zona do canal dentro do território panamenho. Em 31 de dezembro de 1999 o Panamá assumiu o controle completo do Canal.
Casco Viejo: a parte histórica
É o bairro mais charmoso da cidade do Panamá. É uma área de ruas estreitas, igrejas, praças e casarões coloniais restaurados. Um passeio pelo Casco Antiguo, deve destacar a Plaza de la Independencia, a Catedral Metropolitana, a Igreja de San José, a Plaza de Francia, o Paseo de las Bóvedas, o Teatro Nacional e o Museu do Canal Interoceânico.
A Panamá moderna

A região de Punta Pacífica, Avenida Balboa e Obarrio é repleta de edifícios modernos. A cidade tornou-se um dos principais centros financeiros da América Latina. A Cinta Costera é uma grande avenida e área de lazer junto ao mar, que oferece uma das melhores vistas do skyline da cidade.
Curiosidade: A cidade tem floresta tropical praticamente dentro da área urbana. O Parque Natural Metropolitano possui macacos, preguiças, tucanos e diversas espécies de aves. E existe ainda o Canal do Panamá, cercado por uma enorme floresta tropical.
Passeios pela cidade e arredores

Agências oferecem passeios pelo centro histórico, ao Canal do Panamá e para as suas praias como Bocas del Toro, Coronado e ao arquipélago de San Blas (Guna Yala).
Compras e vida urbana
A cidade também é conhecida por suas compras, em seus grandes centros comerciais como Albrook Mall, Multiplaza e Metromall. A Zona Livre de Colón, próxima ao Caribe, é uma das maiores zonas francas do mundo.
Gastronomia
A cozinha panamenha tem forte influência indígena, espanhola, africana e caribenha. Na visita, vale experimentar o Sacocho (sopa tradicional de frango), a Ropa Vieja (carne desfiada cozida), Patacones (banana da terra verde frita), Ceviche, muito comum, pela proximidade do Pacífico e o Arros com Coco e Frutos do mar, uma influência caribenha.
Há ainda comidas altamente sofisticadas no Casco Viejo e nos bairros modernos.
Quando lá estivemos, fizermos excursão pelo centro histórico, pelo Canal, com visita a uma das eclusas quando da passagem de navio e ao museu do canal, altamente explicativo. Nossa passagem foi num stop-over da Copa Airlines, empresa aérea panamenha, numa passagem de Brasília para Las Vegas.
Como chegar
A Copa Airlines tem voo direto de Brasília e São Paulo para a cidade do Panamá. De lá existem voos diretos para as principais cidades americanas, ao México, Bogotá e Caracas.




Bernardo De Felippe Jr. – Publicitário durante toda a sua vida, ao se aposentar passou a viajar e escrever livros infantis e romances para adultos. Em suma, é um viajante contador de histórias.
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