Projeto “Eu Me Respeito – A Mudança Começa Em Mim” promove ciclo de palestras sobre autorespeito e enfrentamento à violência

Iniciativa realizada pela Artise e pelo projeto Marias da Penha, com fomento do Ministério da Cultura, propõe educação preventiva e fortalecimento emocional como caminho para reduzir violências

Em um cenário em que a violência contra mulheres e meninas segue como um dos principais desafios sociais no Brasil, o projeto “Eu Me Respeito – A Mudança Começa Em Mim” realiza uma série de palestras voltadas à promoção do autorespeito, da autonomia e da prevenção de diferentes formas de violência. A próxima atividade do projeto será realizada no dia 03 de junho, às 15h, no SENAC/Samambaia (Qd. 101 Conjunto: 01 Lote: 01). O cronograma completo está disponível ao final. 

A iniciativa é realizada pela Artise e pelo projeto Marias da Penha, com fomento do Ministério da Cultura, e tem como objetivo incentivar a construção de ambientes mais seguros e conscientes, a partir do fortalecimento individual e coletivo.

Dados recentes evidenciam a urgência do tema: o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia ou uma vítima a cada cinco horas no país. Trata-se do primeiro trimestre mais letal da série histórica iniciada em 2015, quando o feminicídio passou a ser monitorado nacionalmente. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 371 casos, houve um aumento de cerca de 7,5%.

A realização da atividade em 3 de junho também dialoga com uma data simbólica para a luta pelos direitos das mulheres na América Latina. Neste dia, é lembrado o surgimento do movimento Ni Una Menos, criado em 2015, em Buenos Aires, na Argentina, após uma série de casos de feminicídio que mobilizaram milhares de pessoas nas ruas. O movimento se tornou uma das principais referências internacionais no enfrentamento à violência de gênero e na defesa da vida das mulheres, inspirando mobilizações e políticas públicas em diversos países da região. A coincidência da data reforça a importância de ampliar o debate sobre prevenção, conscientização e enfrentamento às violências que afetam mulheres e meninas.

É nesse contexto que o projeto propõe uma abordagem que vai além da denúncia, apostando na formação de indivíduos conscientes e no fortalecimento da autoestima como ferramentas de transformação social. A proposta dialoga com temas como saúde mental, independência emocional e financeira, além da identificação de diferentes tipos de violência como física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

As palestras são conduzidas por Lúcia Bessa, advogada, palestrante e defensora dos direitos das mulheres e meninas. “O autorespeito é o primeiro passo para romper ciclos de violência. Quando uma pessoa reconhece o seu valor, ela começa a estabelecer limites e a não aceitar situações de abuso”, afirma Lúcia. 

Ao longo dos encontros, o projeto também aborda caminhos de superação, incentivando o acesso à informação, o fortalecimento de vínculos sociais e a busca por apoio profissional como estratégias fundamentais para romper situações de vulnerabilidade.

Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, o projeto dialoga diretamente com metas como saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero e redução das desigualdades, reforçando seu caráter transversal e impacto social.

SERVIÇO
Projeto: Eu Me Respeito – A Mudança Começa Em Mim
 03 de junho, às 15h, no SENAC/Samambaia (Qd. 101 Conjunto: 01 Lote: 01)
Cronograma completo na imagem
Entrada gratuita

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