🌶️ CIZÂNIAS – 10/07
🌶️Pesquisa não ganha eleição. Ego, às vezes, perde. A nova rodada de números fez muito pré-candidato abrir um sorriso para as câmeras e fechar a cara quando viu os gráficos completos. Pesquisa serve para medir temperatura, mas tem gente usando como certificado de posse.
🌶️ Em Brasília, o esporte preferido continua sendo o “eu sempre estive desse lado”. Bastou o cenário eleitoral mudar que alguns políticos já começaram o tradicional alongamento para atravessar a ponte entre um grupo e outro sem perder a pose.
🌶️ Sem um nome forte na disputa ao Senado, o DF virou um grande balcão de negociações. Quem ontem era adversário hoje já aceita um café. Quem tomava café junto agora evita até o elevador.
🌶️ No Buriti, o clima é de calculadora na mão. Cada movimento da governadora repercute como ato de campanha, e cada silêncio vale mais que um discurso de meia hora.
🌶️ Tem deputado distrital descobrindo que fidelidade partidária é igual dieta de segunda-feira: dura até aparecer uma oportunidade mais atraente.
🌶️O pessoal do marketing político entrou em plantão permanente. Agora não basta parecer popular; é preciso parecer que a pesquisa confirmou aquilo que o próprio candidato já dizia sobre si mesmo.
🌶️Nos corredores do Congresso, o assunto já não é projeto de lei. A pergunta do momento é outra: “Você vai com quem?” Brasília nunca decepciona quando o assunto é sobrevivência política.
🌶️ As redes sociais substituíram os bastidores. Indireta virou coletiva de imprensa, emoji virou posicionamento político e curtida já está sendo interpretada como aliança.
🌶️Enquanto alguns disputam votos, outros disputam espaço na foto. Em ano eleitoral, aparecer ao lado da pessoa certa pode valer mais que um bom discurso.
🌶️No fim das contas, Brasília continua igualzinha: muda o roteiro, mudam os personagens, mas a novela política insiste em repetir os mesmos capítulos — só troca o figurino.
Por: Uly Penatti