Táticas da Família Real para esconder fortunas e gastos excessivos voltam a causar polêmica após escândalos com ex-Príncipe Andrew

‘A falta de transparência cria uma sensação de distância e desconfiança’, afirma analista

As táticas da Família Real Britânica para esconder suas fortunas e seus gastos excessivos voltaram a causar polêmica em seguida aos escândalos recentes envolvendo o ex-Príncipe Andrew. O irmão do Rei Charles III perdeu seus títulos, suas funções e sua moradia real por seu envolvimento com a rede criminosa do empresário Jeffrey Epstein (1953-2019).

Uma reportagem recém-publicada pelo site Radar Online conta como a realeza vem sendo cada vez mais vista como “gananciosa” mesmo entre seus fãs e súditos, com críticos alertando que as finanças reais “permanecem tão incrivelmente misteriosas, complexas e secretas que ninguém realmente sabe quanto recebem dos contribuintes”.

Rei Charles III e o agora ex-Príncipe Andrew em evento com a presença da Família Real Britânica — Foto: Getty Images
Rei Charles III e o agora ex-Príncipe Andrew em evento com a presença da Família Real Britânica — Foto: Getty Images

Em outubro de 2025, Andrew foi expulso de Royal Lodge, nos terrenos do Palácio de Windsor. Quando se mudou para a propriedade, em 2003, o ex-príncipe acatou o pagamento de uma reforma da propriedade que custou cerca de oito milhões de libras (R$ 57 milhões). Em troca, ele poderia morar por lá, de graça, por 75 anos, até 2078.

Segundo a reportagem do Radar Online, “o acordo de ‘aluguel simbólico’, reacendeu questões mais amplas sobre como a riqueza real é gerada e protegida”.

O Príncipe William e o ex-Príncipe Andrew — Foto: Getty Images
O Príncipe William e o ex-Príncipe Andrew — Foto: Getty Images

E-mails divulgados por autoridades dos Estados Unidos também sugerem que Andrew compartilhou detalhes de “oportunidades comerciais de alto valor” no Afeganistão com o amigo Jeffrey Epstein, “levantando questões sobre a sobreposição entre dever público e interesse privado”, diz o Radar Online.

Fontes familiarizadas com as finanças reais disseram à publicação que “a controvérsia reflete uma opacidade estrutural mais profunda”. Uma fonte afirmou: “As finanças reais são tão incrivelmente misteriosas, complexas e secretas que ninguém realmente sabe quanto recebem dos contribuintes. E é isso que alimenta acusações de ganância”.

Rei Charles III, Rainha Consorte Camilla, Príncipe William e Princesa Kate Middleton no Commonwealth Day Service, na Abadia de Westminster, em 9 de março de 2026 — Foto: Getty Images
Rei Charles III, Rainha Consorte Camilla, Príncipe William e Princesa Kate Middleton no Commonwealth Day Service, na Abadia de Westminster, em 9 de março de 2026 — Foto: Getty Images

Outro contato acrescentou: “Há uma crença crescente de que o sistema financeiro que envolve a realeza não é apenas complicado, ele é construído de forma a ativamente apagar algumas linhas. Em vez de oferecer clareza, ele sobrepõe diferentes fluxos de renda, subsídios e isenções de forma que se torna incrivelmente difícil para qualquer pessoa de fora do sistema rastrear o que é dinheiro público e o que é riqueza privada”.

O Rei Charles III ladeado pela esposa, Rainha Consorte Camilla, e o filho, Príncipe William — Foto: Getty Images
O Rei Charles III ladeado pela esposa, Rainha Consorte Camilla, e o filho, Príncipe William — Foto: Getty Images

A mesma pessoa disse: “Para o contribuinte médio, essa falta de transparência cria uma sensação de distância e desconfiança. Quando as pessoas não conseguem ver claramente como os fundos são alocados ou contabilizados, isso inevitavelmente leva à suspeita sobre quanto realmente está sendo recebido — e se está sendo justificado”.

Os assessores da Família Real Britânica ainda não se pronunciaram em público sobre a reportagem do Radar Online.

O Rei Charles com o filho, Príncipe William — Foto: Getty Images
O Rei Charles com o filho, Príncipe William — Foto: Getty Images

*Com informações de Revista Monet

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