Itália no lugar do Irã: a sugestão sem noção do assessor de Trump

Na imprensa internacional, Zampolli é descrito como um facilitador de contatos entre elites, negócios e poder

Itália está fora da Copa do Mundo pela terceira edição seguida – Stefano Rellandini/AFP

ITÁLIA no lugar do Irã. Essa foi a sugestão, digamos, bastante criativa que Paolo Zampolli — enviado especial do presidente Donald Trump para Parcerias Globais e assessor da Casa Branca — apresentou diretamente a Trump e a Gianni Infantino, presidente da FIFA.

Aparentemente, a ideia foi ignorada por ambos.

Na imprensa internacional, Zampolli é descrito como um facilitador de contatos entre elites, negócios e poder. Quando esse tipo de trabalho é bem feito, torna-se uma das ferramentas mais poderosas do mundo. Quando é mal executado ou carregado de arrogância, vira “pedir favor” disfarçado de amizade.

Ele próprio contou que, como italiano de nascimento, sonhava em ver a Azzurra — tetracampeã mundial — no lugar do Irã na Copa de 2026.

Felizmente, a reação italiana foi rápida e firme. Ministros, incluindo o do Esporte, Andrea Abodi, não hesitaram: “A classificação se conquista em campo”. Classificaram a sugestão como inapropriada e vergonhosa.

Paolo Zampolli acabou se tornando o exemplo clássico de alguém que circula nos mais altos círculos de poder e opera num universo paralelo, onde as regras básicas de mérito, decoro e bom senso parecem não valer.

O episódio viralizou e virou meme mundial em menos de 24 horas.

Moral da história: Acesso ao poder não compra bom senso.

*Com informações de Jovem Pan

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