Milão – (Milano) A capital do norte da Itália!
Milão, localizada na região da Lombardia da Itália, é conhecida como a capital financeira e da moda italiana, ao lado de cidades como Paris e Nova Iorque.
História e importância
Suas origens são muito antigas, começando no período celta antes de se tornar uma cidade importante do Império Romano. Ao longo do tempo foi governada por famílias poderosas como os Visconti e os Sforza, que contribuíram para o seu desenvolvimento cultural e econômico.
Duomo de Milão

O Duomo ou a Catedral é o principal símbolo da cidade e uma das igrejas mais impressionantes. Pode acomodar cerca de 40 mil pessoas. Seu telhado é acessível ao público. No topo da catedral está a estátua dourada da Madonnina, que representa a Virgem Maria e se tornou o símbolo protetor da cidade.
Seu interior é igualmente grandioso, com enormes colunas, vitrais coloridos e um ambiente que transmite paz e solenidade.
Para visitá-la, é preciso se adquirir previamente o ingresso, com diferentes tipos: entrada simples, somente a catedral; catedral mais o terraço, o mais recomendado e o completo, que inclui museu e área arqueológica. As mulheres devem estar com ombros e joelhos cobertos e sem roupas decotadas! Para subir ao terraço, há duas opções: elevador ou escadas. De cima, a vista é espetacular!
Curiosidades: Quatro arcebispos da Diocese de Milão tornaram-se papas ao longo do tempo! Napoleão Bonaparte foi coroado rei da Itália na Catedral em 1805.
Galleria Vittorio Emanuele II

Logo ao lado da praça do Duomo, fica a galeria, um dos lugares mais visitados de Milão, que mistura centro comercial, obra arquitetônica e ponto turístico.
Inaugurada em 1867, leva o nome de Vittorio Emanuele II, o primeiro rei da Itália unificada. Ela simboliza o progresso e a modernização do país no séc. XIX. Foi elaborada com uma cobertura de vidro e ferro, que unia vários edifícios, criando um ambiente naturalmente iluminado, com um grande domo central e pisos decorados com mosaicos detalhados. É considerada uma das galerias comerciais mais bonitas do mundo, que abriga restaurantes, cafés e lojas de marcas famosas como Prada, Gucci e Louis Vuitton.
Curiosidade: no chão do domo central há um mosaico de um touro, o símbolo de Turim. Diz a tradição que girar o calcanhar sobre ele traz sorte. Turistas adoram fazer isso e no local há até um buraco, com o desgaste das giradas.
Teatro alla Scala

Fica ao lado da galeria. Foi inaugurado em 1778 e construído no local de uma antiga igreja chamada Santa Maria alla Scala. Tornou-se o principal palco da ópera italiana, abrigando compositores como Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini e Gioachino Rossini entre outros. Luciano Pavarotti e Maria Callas e outros da música clássica também lá se apresentaram.
A sala é em formato de ferradura e os camarotes são decorados em veludo vermelho e dourado. A acústica da sala é considerada perfeita, daí seu sucesso ao longo dos anos!
Curiosidade: O teatro também abriga o Museu Teatral alla Scala, onde são apresentados figurinos, instrumentos e objetos ligados às óperas apresentadas lá.
Castelo Sforzesco

O castelo foi construído no séc.XIV pela família Visconti, que governava Milão. Mais tarde, no séc. XV, foi ampliado e transformado na residência ducal pela poderosa família Sforza. Durante séculos teve funções militares e políticas, sendo destruído e reconstruído várias vezes.
Atualmente o castelo abriga vários museus e coleções como arte renascentista e medieval; esculturas, inclusive de Michelângelo; instrumentos musicais históricos e exposições arqueológicas. Praticamente um completo cultural completo.
A arquitetura do castelo é formada de estrutura imponente com torres e muralhas, com destaque para a torre central. É uma mistura de fortaleza medieval, com elementos renascentistas. A entrada no pátio é gratuita. Os museus são pagos e praticamente não há filas.
Curiosidade: Leonardo da Vinci trabalhou no castelo em projetos decorativos durante o governo dos Sforza.
Parque Sempione
Atrás do castelo fica o grande parque Sempione, um dos maiores da Europa e ótimo lugar para aprazíveis caminhadas relaxantes.
A Última Ceia de Leonardo da Vinci
A pintura representa o momento em que Jesus anuncia que será traído por um dos seus apóstolos durante sua última refeição coletiva. Está localizada no refeitório do antigo convento de Santa Maria delle Grazie. Foi pintada entre 1495 e 1948, durante o Renascimento Italiano.
A pintura é importante porque revolucionou a forma de representar emoção e arte. Cada apóstolo reage de maneira diferente ao anúncio da traição. O autor usa avançados recursos de perspectiva, com foco total em Jesus, ao centro. A obra influenciou toda a pintura ocidental.
Para visitá-la, é preciso comprar ingresso com antecedência. A visita dura 15 minutos e é feita somente em grupos pequenos. Como os ingressos são limitados, se não forem encontrados no site oficial do Cenacolo Vinciano, pode ser encontrado em agências de viagem de Milão, com a formação de grupos.
Curiosidade: Durante a Segunda Guerra, Milão e o Convento foram bombardeados pelos alemães. Apesar de ficar numa parede do refeitório, nenhum dano foi causado pelas bombas.
Como chegar a Milão (Milano)
Voo direto de São Paulo (Guarulhos) para o Aeroporto Malpensa (em Varese), que é o principal de Milão. Existem outras opções com escala em Lisboa, Madri, Paris, Amsterdan e Frankfurt. Depois da conexão, voos curtos para Milão (1 a 2 horas). De Malpensa para o centro, via trem, ônibus ou taxi. Os voos que param no Aeroporto de Linate, já são dentro do centro urbano.

Bernardo De Felippe Jr. – Publicitário durante toda a sua vida, ao se aposentar passou a viajar e escrever livros infantis e romances para adultos. Em suma, é um viajante contador de histórias.
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