Representante de William pede desculpas e recalcula rota após críticas por decisão do príncipe de doar parte da sua fortuna de R$ 7 bilhões

O Príncipe de Gales planeja se livrar de uma fração das terras que herdou quando seu pai, o Rei Charles III, assumiu o trono

A decisão do Príncipe William de vender propriedades que integram sua fortuna de R$ 7 bilhões (e doar o dinheiro arrecadado) não foi bem recebida por todos. Isso porque as propriedades em questão não serão doadas diretamente às pessoas que atualmente moram ou trabalham nelas. Muitos desses moradores alugam as terras e alegam não ter dinheiro para comprá-las caso queiram continuar vivendo no mesmo local.

A proposta de William foi anunciada no último mês de maio. Conforme reportado pelo jornal The Times, a ideia é vender uma fatia considerável das terras — que são administradas pelo príncipe desde que seu pai, o Rei Charles III, assumiu o trono e ele herdou o título de Duque da Cornualha.

O núcleo central da Família Real britânica (da direita para a esquerda): Rainha Camilla, Rei Charles III, Kate Middleton (Princesa de Gales), Princesa Charlotte, Príncipe William, Príncipe Louis e Príncipe George — Foto: Getty Images
O núcleo central da Família Real britânica (da direita para a esquerda): Rainha Camilla, Rei Charles III, Kate Middleton (Princesa de Gales), Princesa Charlotte, Príncipe William, Príncipe Louis e Príncipe George — Foto: Getty Images

O movimento pode arrecadar US$ 670 milhões, mais de R$ 3,5 bilhões na atual conversão. O dinheiro, então, seria destinado a projetos habitacionais, à recuperação da natureza e ao desenvolvimento de fontes de energia renovável.

Segundo o jornal The Observer, o plano foi debatido com Matthew Morris, diretor rural do Ducado da Cornualha. Foi Morris quem teve a missão de se reunir diretamente com os locatários e, ainda de acordo com as fontes do veículo, pediu desculpas a eles ao longo do encontro.

Príncipe William em evento oficial da realeza britânica — Foto: Getty Images
Príncipe William em evento oficial da realeza britânica — Foto: Getty Images

Diante da insatisfação, concentrada principalmente no condado de Devon, o diretor admitiu a necessidade de ajustes, propondo que as propriedades sejam reavaliadas — desta vez com a presença dos inquilinos — para evitar que o preço seja definido acima do real valor de mercado.

“Cada inquilino está recebendo apoio individualizado durante o processo, com acesso a orientações práticas da equipe da propriedade, a serviços independentes de assistência e apoio à saúde mental, além de conversas contínuas sobre o que é mais adequado para cada situação. Esses serviços estão disponíveis há muitos anos e continuarão sendo oferecidos durante todo o processo”, diz uma nota do Ducado da Cornualha.

Príncipe William — Foto: Getty Images
Príncipe William — Foto: Getty Images

Segundo o porta-voz, os inquilinos têm a oportunidade de comprar as propriedades antes que elas sejam ofertadas ao público geral, “muitas vezes com descontos que levam em conta tanto o tempo de ocupação e o tipo de contrato de locação quanto os investimentos que fizeram no imóvel”.

Alguns moradores aproveitaram a oportunidade, mas outros simplesmente não têm como arcar com as despesas. Inquilinos foram consultados pelo Observer, mas preferiram não conceder entrevistas oficialmente. Moradores vizinhos das terras do Condado, porém, indicaram que há um sentimento de “abandono”.

William e o seu primogênito, George, que deverá assumir o Ducado após o pai se tornar rei — Foto: Getty Images
William e o seu primogênito, George, que deverá assumir o Ducado após o pai se tornar rei — Foto: Getty Images

“Um fazendeiro me disse: ‘Sabe, sou arrendatário rural por um motivo: não tenho condições de comprar uma fazenda’. Os agricultores não ganham muito dinheiro e teriam dificuldade para arcar com as parcelas de um empréstimo que seria considerável”, um dos vizinhos pontuou.

*Com informações de Revista Monet

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