75% das empresas ainda não adaptaram notas fiscais ao IBS e à CBS e correm risco de rejeição, aponta estudo
Levantamento da Navecon, empresa de inteligência tributária que atende mais de 1.350 empresas no país, mostra que três em cada quatro negócios do regime regular ainda não concluíram a revisão dos sistemas e cadastros exigidos pelo novo modelo. Regra que começou a valer nesta segunda-feira (3) pode impedir a autorização das notas fiscais e interromper o faturamento.
Cerca de 75% das empresas do regime regular analisadas pela Navecon, empresa de inteligência tributária que atende mais de 1.350 negócios no país, ainda não concluíram a adaptação para o preenchimento dos campos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nos documentos fiscais eletrônicos. A nova exigência começou a valer nesta segunda-feira (3). O levantamento considerou a atualização do ERP, a revisão dos cadastros fiscais e a realização de emissões de teste com os novos tributos.

Os documentos passam a apresentar a alíquota-teste de 1%, dividida em 0,1% de IBS e 0,9% de CBS. Embora não haja cobrança efetiva em 2026 para quem cumprir as obrigações acessórias, erros ou ausência das informações podem provocar a rejeição da nota pelo sistema autorizador. Sobre eventuais penalidades por desconformidade dos documentos fiscais, o Fisco tem dito reiteradamente que 2026 será um ano de “aprendizado” e que multas e penalidades pela falta de preenchimento dos campos não serão cobradas. A CBS começa a ser cobrada em 2027, enquanto a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS ocorre a partir de 2029.
Para Fábio Edelberg, CEO da Navecon, o risco não está apenas na inclusão de um novo campo. “A emissão depende da integração entre o sistema, o cadastro do produto, a classificação fiscal, os dados do cliente e as características da operação. Atualizar o programa sem revisar essa base não significa que a empresa esteja preparada. Se a nota for rejeitada, a venda não é concluída, a mercadoria pode ficar parada e o faturamento é interrompido”, afirma.
Indústria, comércio, atacado, distribuição, logística e e-commerce estão entre os setores mais expostos devido ao alto volume de documentos e à variedade de produtos e operações. Segundo a Navecon, a adequação deve incluir cinco pontos: atualização do ERP, revisão da classificação dos itens, conferência dos dados de clientes e fornecedores, análise dos contratos e realização de testes em situações como vendas, devoluções, cancelamentos e transferências entre filiais.
Sobre a Navecon
Fundada em 2013, a Navecon é uma empresa focada em gestão e inteligência contábil, financeira, patrimonial e tributária, com sede no estado de Santa Catarina, e atuação em todo o território nacional. A companhia atende atualmente mais de 1.350 empresas com presença relevante em segmentos como indústria, comércio, e-commerce, logística e distribuição. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma parceira estratégica para empresas que buscam maior eficiência na gestão de seus recursos e maior segurança nas decisões empresariais.
Mais informações: navecon.net.br.
Fonte: Bianca Luca – Rotas Comunicação