Feriados!!

Feriadão chegou. Aquele momento mágico em que o calendário sorri… e a mãe entra em modo sobrevivência.

Porque, veja bem, enquanto o resto da humanidade enxerga descanso, paz e um cochilo depois do almoço, as crianças interpretam feriado como: “liberaram o parque de diversões dentro de casa”. Elas acordam com a bateria em 220V, modo turbo, sem botão de desligar e com um único objetivo: testar todos os limites físicos e emocionais da mãe em tempo recorde.

E aí sempre tem aquela mãe. Aquela iluminada. Aquela que posta foto com filtro dourado, legenda tipo:
“Ah, como eu amo feriado! Mais tempo de qualidade com meus filhos 💛✨”

Mais tempo de qualidade, minha filha… pra quem? Pra quem?!

Porque aqui, o “tempo de qualidade” inclui:
– separar briga por causa de um controle remoto que ninguém queria ontem
– explicar pela 47ª vez que “tédio não mata”
– impedir uma tentativa de escalada no armário da cozinha
– e negociar a paz mundial com um pacote de biscoito

Mas não, tem mãe que romantiza. Que acha lindo. Que acorda animada. Que planeja atividade. ATIVIDADE. No feriado. Eu mal planejei sobreviver até domingo.

E o mais curioso é que essas mesmas mães não têm a menor empatia. Você chega, desabafa:
“Amiga, tô exausta, esse feriado tá um caos…”
E ela responde sorrindo:
“Aproveita! Passa rápido!”

Custa reclamar também? Que coisa mais chata!! Pessoa sempre GOOD VIBES!

PASSA RÁPIDO PRA QUEM, MULHER? Porque pra mim tá passando em câmera lenta, com replay das piores cenas.

Mas, sendo justa… (olha a maturidade chegando) tem seu lado bom. Tem aquele momento raro em que todo mundo ri junto. Ou quando, milagrosamente, eles se distraem sozinhos por… 7 minutos. E você consegue sentar. Em silêncio. Quase chora. Quase dorme. Quase acredita que vai dar certo.

E talvez seja isso que essas mães “do feriado feliz” enxergam. Os recortes. Os instantes. Porque o resto… o resto a gente finge que esqueceu.

Então sim, que venham os feriados prolongados. Com seu caos, sua bagunça, seu barulho e sua loucura coletiva.

E que venham também as mães sinceras — aquelas que olham pra você com olheira, um café na mão e dizem:
“É puxado mesmo… mas a gente sobrevive.”

Sobrevive… e já fica de olho no próximo feriado. Porque reclamar faz parte — mas no fundo, bem lá no fundo… a gente ama esse caos todinho. Mesmo que não admita em voz alta.

*Artigo escrito por Julyana Almeida

Jornalista, mãe de 3 crianças lindas e disposta a compartilhar as loucuras e gostosuras da maternidade.

Instagram: https://www.instagram.com/rabiscosdeumamae

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