“Viralizou, mas custou caro: estagiárias perdem vaga após ‘receita’ polêmica”

A criatividade brasileira definitivamente não tem limites — mas parece que o bom senso anda em falta até dentro de unidade de saúde. Em Alagoinha, Pernambuco, duas estagiárias de enfermagem foram desligadas após uma “brincadeira” que viralizou nas redes sociais: uma suposta receita médica prescrevendo “3h de buceta”, acompanhada da observação “bem molhadinha”.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a sindicância concluiu que o documento foi produzido sem autorização da técnica de enfermagem cujo carimbo apareceu na receita. As estagiárias admitiram que tudo não passava de uma “brincadeira” e que uma delas publicou o conteúdo nas redes sociais, transformando o caso em espetáculo nacional.

A pasta informou ainda que o documento não possuía validade técnica ou administrativa, já que continha apenas o carimbo da profissional, sem assinatura oficial. Após a investigação, a técnica de enfermagem foi inocentada e reintegrada às funções. Já as estagiárias foram automaticamente desligadas do estágio.

O episódio escancarou algo que muitos brasileiros já percebem há tempos: a banalização da responsabilidade em setores públicos e o culto ao “viral” acima da seriedade profissional. Enquanto pacientes enfrentam filas, falta de atendimento e hospitais sucateados, tem gente transformando ambiente de saúde em palco de “humor de quinta série” para ganhar curtida na internet.

Nas redes, o caso dividiu opiniões entre quem tratou a situação como piada e quem criticou duramente a postura das envolvidas. Para muitos, o problema vai além da brincadeira: mostra uma geração mais preocupada em viralizar do que em entender o peso da profissão que escolheu exercer.

A Secretaria de Saúde agiu rápido para conter o desgaste — algo raro em tempos em que boa parte das instituições prefere empurrar escândalos para debaixo do tapete até a poeira baixar.

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Por Redação Revista Pepper Digital

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