Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH (13): transtorno afeta 47 milhões de crianças e adolescentes no mundo, aponta estudo

Para a pediatra Anna Dominguez Bohn, a data reforça a importância de reconhecer os sinais do TDAH, combater preconceitos e garantir o tratamento adequado

Um estudo internacional publicado em 2026 na revista Molecular Psychiatry estima que 46,9 milhões de crianças e adolescentes com menos de 20 anos vivam com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) no mundo. A pesquisa analisou dados do Global Burden of Disease Study 2021 para avaliar a prevalência, incidência e impacto do transtorno em 204 países e territórios. Os resultados reforçam que o TDAH continua sendo uma condição relevante de saúde pública na infância e adolescência.

Considerado um dos levantamentos globais mais abrangentes sobre o TDAH, o estudo identificou uma prevalência global estimada de 1,78% entre crianças e adolescentes com menos de 20 anos. Os pesquisadores também observaram que, apesar do aumento do número absoluto de pessoas afetadas em razão do crescimento populacional, as taxas globais de prevalência e incidência permaneceram estáveis ao longo do período analisado entre 1990 e 2021. 

Para a pediatra Dra. Anna Dominguez Bohn, especialista em desenvolvimento infantil, presidente do Núcleo de Estudo da Criança com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo- SPSP e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria- SBP, esse achado reforça uma característica importante do transtorno: sua presença constante em diferentes populações ao longo do tempo. “É interessante observar que o TDAH apresenta uma prevalência muito semelhante no mundo todo e que permanece estável ao longo do tempo. Esse comportamento é diferente do que observamos no Transtorno do Espectro Autista (TEA), que tem registrado aumento nos diagnósticos”, afirma a especialista.

No Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH, celebrado em 13 de julho, a pediatra destaca a importância de ampliar o conhecimento sobre o transtorno e reduzir interpretações equivocadas sobre seus sintomas. “Muitas vezes, alguns sintomas são vistos com preconceito, como se fossem ‘frescura’, falta de limite ou simplesmente uma criança muito agitada. Mas esses comportamentos podem trazer impactos importantes para a criança, para a família, para a socialização e para o aprendizado”.

Segundo a especialista, reconhecer os sinais e buscar avaliação adequada são passos fundamentais para que crianças e adolescentes recebam o tratamento necessário. “O diagnóstico e o tratamento apropriado são fundamentais para que crianças e adolescentes tenham o acompanhamento necessário para lidar com suas dificuldades e possam desenvolver todo o seu potencial”, finaliza a Dra. Anna Dominguez Bohn.

Sobre o estudo

Publicado em 2026 na revista Molecular Psychiatry, o estudo “Incidence, prevalence, and global burden of attention-deficit/hyperactivity disorder from 1990 to 2021 across 204 countries in individuals under age 20” utilizou dados do Global Burden of Disease Study 2021 para analisar a ocorrência e o impacto do TDAH em crianças e adolescentes com menos de 20 anos.

Acesse aqui:

Sobre a especialista: 

Site: https://pediatriaup.com.br/

Instagram: @dra.annadominguezbohn 

Dra. Anna Dominguez Bohn é pediatra formada pela Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Terapia Intensiva Pediátrica, Síndrome de Down, Neurociência e Desenvolvimento Infantil.

É Presidente do Núcleo de Estudo da Criança com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo– SPSP  e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria- SBP.

Atualmente integra o corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, além de atuar nos hospitais Sírio-Libanês e Vila Nova Star.

 CRM 150.572 | RQE 106869 / 1068691

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