CIZÂNIAS — 17/08/2026
🌶️ O PSDB colocou Guto na pista
O PSDB lançou Guto Felício dos Santos candidato ao Senado pelo DF. A entrada tucana engrossa uma disputa que já tem gente suficiente para ocupar duas chapas inteiras.
Agora começa a parte difícil: transformar lançamento partidário em voto. Porque convenção cheia de correligionário não necessariamente significa urna cheia de eleitor.
🌶️ Arruda mexe no tabuleiro
José Roberto Arruda escolheu Ronaldo Fonseca para disputar o Senado em sua chapa. A movimentação mostra que o ex-governador está montando seu grupo peça por peça para voltar ao jogo majoritário.
Com tanta gente mirando as duas cadeiras, o eleitor brasiliense terá de fazer uma escolha difícil. E, pelo andar da carruagem, muita candidatura ainda vai descobrir que entusiasmo de grupo de WhatsApp não elege senador.
🌶️ Celina larga na frente
A pesquisa Correio/Opinião colocou Celina Leão na liderança da corrida pelo Buriti, enquanto Leila Barros e Michelle Bolsonaro aparecem fortes na disputa pelo Senado.
Para Celina, liderança é ótima notícia — desde que não vire alvo fácil. Porque em eleição, quem está na frente não precisa apenas correr: precisa escapar dos tiros.
🌶️ Debate virou campo minado
BRB e Banco Master já viraram munição contra Celina nos debates. A governadora tenta separar sua gestão das decisões relacionadas ao caso, enquanto os adversários aproveitam qualquer brecha para cobrar explicações.
A oposição descobriu o assunto que pode incomodar a líder. Agora resta saber se vai conseguir transformá-lo em voto ou apenas repetir a mesma acusação até o eleitor perder a paciência.
🌶️ Michelle oficialmente no jogo
Michelle Bolsonaro confirmou sua candidatura ao Senado pelo DF e recebeu de Jair Bolsonaro a missão de disputar a vaga. Ao lado de Celina Leão, Damares Alves e Bia Kicis, ela mostrou que a direita pretende entrar pesada na disputa.
O desafio agora é transformar o peso do sobrenome Bolsonaro em duas coisas diferentes: voto e estrutura. Porque campanha eleitoral não vive apenas de lembrança — vive de máquina, rua e urna.
🌶️ Paula Belmonte não saiu do tabuleiro
Paula Belmonte segue na disputa pelo Buriti, enquanto o PSDB também aposta em Guto para o Senado. É o partido tentando ocupar espaço nos dois principais tabuleiros da eleição.
O problema é que Brasília está ficando pequena para tantos candidatos. E, quando todo mundo quer ser protagonista, alguém inevitavelmente acaba virando figurante.
🌶️ Lula contra Flávio: começou
A campanha presidencial começou oficialmente com Lula em São Bernardo do Campo e Flávio Bolsonaro em Copacabana. De um lado, a promessa de continuidade; do outro, o discurso de ruptura e enfrentamento ao “sistema”.
A pesquisa Quaest mostra uma disputa apertada. Tradução para o português de Brasília: ninguém pode tirar o sapato e descansar no sofá.
🌶️ Flávio mira o sistema
Flávio Bolsonaro iniciou a campanha atacando Lula, STF e o chamado sistema, além de defender redução de gastos e endurecimento contra o crime.
É uma estratégia conhecida, mas eficiente para sua base: transformar a eleição em uma escolha entre continuidade e ruptura. Agora vem a batalha para convencer quem não está em nenhuma das duas torcidas.
🌶️ Milei entrou na eleição brasileira
Javier Milei e Donald Trump já demonstraram simpatia pela candidatura de Flávio Bolsonaro, internacionalizando ainda mais a disputa brasileira.
Lula prefere dizer que não quer interferência estrangeira. O problema é que, quando a eleição começa a interessar até aos vizinhos e aos americanos, fica difícil fingir que Brasília está disputando campeonato municipal.
🌶️ Moraes volta ao radar americano
O ministro Alexandre de Moraes continua no centro das tensões entre Brasil e Estados Unidos, com novas discussões sobre possíveis sanções americanas.
Para o governo Lula, mais uma frente diplomática. Para a oposição, mais um argumento de que o Brasil precisa rever sua relação entre Judiciário, liberdade de expressão e política.
🌶️ TABULEIRO
📈 SUBINDO: Celina Leão, Michelle Bolsonaro, Ronaldo Fonseca e Guto Felício.
📉 DESCENDO: a tranquilidade de Celina, a ideia de eleição morna e qualquer candidato que ainda ache que Brasília vai votar de última hora.
Por: Uly Penatti